disposicao das cordas do violao

Marinho.Santista
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Marinho.Santista » Dom 07 Set 2008, 01:19

E mais, aolongo dos anos o som do meu violão melhorou pois o braco ficou equilibrado.
mas creio que seja necessário ter um bom violão, de preferencia de fabricacão artezanal para perceber essas sutilezas. Os violões de escala industrial desses vendidos em lojas são muito rudes voce não vai perceber nenhuma diferensa,
O que é braço equilibrado?
O violão precisa ser de Luthier para se perceber a diferença?
Mantive o uso tradicional das tarrachas nas demais cordas. Uso cordas Augustine Azul e percebi que o mi da 6a. corda fica mais equilibrado, acho que por causa da tensão que é aumentada. O ré da 4a corda também ficou mais "redondo', pela diminuição da tensão. Antes de fazer a modificação, duvidei um pouco da proposta, mas reconheço que causou diferença sim... Experimentem.

A 6a. corda fica mais equilibrada. O que é Corda equilibrada?
O ré da 4a corda também ficou mais “ redondo “, pela diminuição da tensão.
O que é Ré mais redondo?
Para sentir diferença na qualidade sonora depende muito da sensibilidade do instrumento, por exemplo: num didianini não faz diferença alguma mas num MUNHOZ a diferença é gritante, mas tanto neste quanto naquele caso a principal diferença está mais é na maior durabilidade da corda ré e firmeza na corda mi
Firmeza na corda MI?
Som e a economia da corda ré (4)?
Diferença de instrumento para instrumento ou marca para marca!!!
Fiz o teste de trocar as cordas E e D de tarracha e confesso que o som e a tensão das cordas melhoraram bastante no meu violão de 6 cordas.
A tensão mudou! Como? As cordas são fabricadas para tensões preestabelecidas.

BAHHHH!!!!! REALMENTE , EU TESTEI E DEU CERTO. AS CORDAS FICARAM COM A TENSÃO MAIS EQUILIBRADA E TAMBÉM O TIMBRE FICOU MAIS EQUILIBRADO. SEM FALAR QUE O PROBLEMA DA 4º CORDA ESTÁ RESOLVIDO. ELA PROVAVELMENTE GASTARÁ PROPORCIONALMENTE AOS OUTROS DOIS BORDÕES.
Tensão e timbre mais equilibrados??? Provavelmente a 4a. gastará menos???
Não esqueçam, timbre é a impressão digital do instrumento e cada um têm a sua.
Cordas de diferentes tensões interferem no timbre.
MAS, será que REALMENTE as tensões ficam equilibradas no violão????
Ora, se assim fosse, porque os luthiers ou os fabricantes não pensaram nisso antes???
Pergunta sem resposta, mas de repente alguém saiba...
Bem, não sei se ajuda... Meu antigo professor tem um Munhòs oito cortas ele usa a disposição mencionada a oito anos, detalhe a corda oito é uma, si, mesmo calibre da sol de um baixo elétrico... 0.40 se não estou enganado um microm a mais outro a menos talvez. Bem... eu testei a disposição supra citada num Crafter de 1.500 reais ele ainda encontra - se perfeito... dentro de suas litações é claro. Depois comprei um Alhambra e segui a mesma disposição, o mesmo encontra -se em prefeito estado, após dois anos de uso. Tenho usado nos últimos meses um Munhós de três anos de idade... um bebê que venho tentando educar... é um ótimo violão. A um Luthier cabe o trabalho de construção a educação deste instrumento cabe a nós instrumentista, duvido muito que algum Luthier possa ajudar nisso, mas... Nunca pensei no assunto da forma como você vem pensando, acho muito interessante isso, vou buscar por dados numéricos, com base nas experências empíricas que já fiz, e outras que farei. Com tudo quero deixar mais uma vez registrado... Eu quando decidí mudar a disposição das cordas dos meus violões fiz por conta e risco... deu certo para mim... porque é o que pretendo descobrir. Quem o fizer que faça por conta e risco.
duvido muito que algum Luthier possa ajudar nisso, mas...
Talvez um vídeo com a disposição antiga e essa “nova” idéia nos faria bem!!! Está difícil essa informação por algum luthier...

Você citou que tem um violão Munhoz, e eu também tenho um de 7 cordas, e sempre estou em contato com o Miguel Munhoz, e da próxima vez que estiver com ele, vou questioná-lo sobre esse assunto das tensões nas cordas. É sempre bom ter uma opinião de quem é um estudioso no assunto.
Aguardamos a resposta ou comentário.
Sempre achei que a tensão da corda depende dos tipos da mesma ou seja ex:0,9- 0,10- 0,11( determinadas pelo frabricante )e o comprimento da mesma está limitado entre os pontos de apoio, o rastilho na "caixa" e a pestana no braço, o que esta além disso, isto é da pestana até as tarrachas não interferem na tensão da corda e consequentemente na duração da mesma.
É isso mesmo, a bitola da corda interfere diretamente no timbre e na tensão para a afinação do instrumento.

Bobage... Nenhuma das duas disposições são simétricas. Tanto uma como outra não torcem o braço do instrumento.
Para para atingir determinada afinação num mesmo calibre (espessura) de corda, a tensão só pode ser uma. Se deixar a corda mais tensa, significa que ficará mais aguda, resultando em outra nota, portanto não faz sentido dizer que ficará mais ou menos tensa.
A disposição que os leigos utilizam é SIMÉTRICA, já essa nova é ASSIMÉTRICA.
Cordas ( Tensão baixa, média e alta ) Por que usar?
Bom, depende do que é que aqui se está chamando de tensão. Para uma mesma nota, num mesmo calibre e mesmo comprimento de corda, a tensão realmente é sempre a mesma; essa tensão é medida em N/m (força/unidade de comprimento).
As cordas são fabricadas para diferentes tensões, ou seja, o violão é o fator preponderante no uso e escolha das cordas.
Tecnologicamente podemos dizer, mais uma vez, que as cordas influenciam diretamente no timbre do instrumento.
Quando vi este tópico achei que seria mais um, onde alguém descobre ou escuta uma informação e resolve passar para diante, mas não. Usaram de física, lógica matemática, citações de autores, suposições e promessas de levar o assunto a alguém mais gabaritado, foi ótimo.
Minha opinião: foi um conselho dado por alguém confiável, foi recebido, testado, comprovado e de volta aconselhado, mas desta vez neste fórum (talvez de uma maneira meio ríspida, mesmo assim com boa intenção), não vejo mal algum em experimentar.
Eis a função desse fórum; debatermos e aprendermos aceitando ou não a opinião dos participantes. Quanto a unanimidade, isso não aconteceu nem na UNESP, pois algumas pessoas que constataram “In Loco” não notaram a diferença e não mudaram a disposição das cordas nas tarraxas.

O tema é realmente controverso... ( Dito pelo autor do tópico )

Pode ser que o violão tenha alguma influência, mas como já disse, não faz muito sentido pra mim. De todos os modos, para ficar claro, meu teste foi em um Abreu. Numa próxima troca de cordas, quem sabe testo em outro...
A comprovação que em um Abreu não deu certo. Coitado do Abreu!!!!!
Não no sentido pejorativo, pois o Sor é quem pode dizer sobre o seu violão.
Quais violões podem dar certo? Poderiam descrever-nos?

Está faltando um vídeo ( Disposição das Cordas – ANTES e DEPOIS ) – fácil, fácil!!!!
O tema é realmente controverso... mas confirmo: é necessário um bom violão para perceber diferenças sutis...
Por isso eu disse que não mudarei a disposição das cordas...
Se eu tivesse um bom violão é que não faria mesmo, pois como foi dito é um bom violão.
Para que mudar?

Sobre potência no som do violão; existem aparelhos que podem fazer uma medição eletrônica; tentem fazê-las!
Depois então informem ou mostrem o resultado.
É de grande valia qualquer informação sobre esse assunto.
E continuemos no nosso site de cada dia.

Abraços!

alexandreas
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por alexandreas » Seg 15 Set 2008, 04:32

Pessoal,
é só perceber a disposição do G B E (mais grave tarracha distante)
então para o E A D segue-se o padrão das primas.

F Francisco de O. costa
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por F Francisco de O. costa » Ter 07 Out 2008, 01:33

A decisão de mudar ou não é pessoal, isso é indiscutível. As informações são baseadas em dados empíricos é quase impossível, creio, afirmar científicamente se é melhor ou não trocar as posições das quarta e sexta cordas. Digo que é melhor porque funcionou para mim e pelo que vejo, para outras pessoas também. Para mim basta se não funcionasse, ou não fosse significativa a mudança não defenderia a tese. É triste ver alguém rejeitar algo sem ao menos conhecer isto. Alguns membros do fórum experimentaram e não notaram diferença outros sim, bem eles experimentaram. A experimentação é fonte pimária de ciência e conhecimento. É natural o ser humano temer oque não compreende mas esta discução ja se tornou ridícula by :bye: :bye:

Marinho.Santista
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Marinho.Santista » Ter 07 Out 2008, 23:57

Prezado Sr. F. Francisco,

Por excelência o violão não precisa dessa mudança.
Em nenhum momento eu afirmei que não havia feito essa mudança.
Já troquei a disposição das cordas, mas devido a ruptura e em sendo a corda aproveitada nas outras tarraxas.
Toco violão a um tempo razoável e já experimentei e consigo tocar músicas em diversas afinações que já são conhecidas por vocês como por exemplo:
6C
6D
6D - 1D ( Da famosa - Sunburst de Andrew York )
6D – 5G
6D – 5G – 1D
3F#
O que podemos dizer disso nessas disposições?
Ah! Sim: ( O 4D - Ré esta mais redondo... e a 6ª. mais equilibrada... )
Temos espaço no site e incentivos, inclusive da parte do Sr. Delcamp para que se coloquem vídeos ou indiquem algo do Youtube.
Esse é um Fórum de discussão e não de indução. Não estou induzindo ninguém a fazer ou desfazer do que foi descrito nos tópicos pelos participantes.

- Façam o que quiserem com os seus violões... ( vejam o meu 1.o post )
- No 3º. Post, eu assumi que não irei trocar a disposição por não ter o violão de luthier.

- No ano que vem já estarei com ele...
- Então, Mais uma vez eu digo que não mudarei e continuarei como um leigo; se essa é a questão.

CONSIDERAÇÕES

- Consultei algumas pessoas estudadas no assunto e torno a dizer " é ÍNFIMO " a diferença do som provocada pelo violão.

- A seguir uma pequena parte da resposta de um amigo do nosso site...

“Você percebeu que, mesmo usando abordagem científica, ninguém provou definitivamente nada (porque não possuem treinamento científico, não podem esgotar o assunto com uma prova científica irrefutável). Fica ainda valendo o valor subjetivo. E, em arte, não se discute o subjetivo - quando muito, se tolera o mesmo...”

E as respostas aos meus questionamentos e dúvidas?
Estou aguardando!
E continuemos no nosso site de cada dia...

Abraços!

jamison
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por jamison » Qua 08 Out 2008, 18:41

Esse Tópico realmente está muito confuso mais vamos lá;
PRIMAS:
E = PRIMEIRA TARRAXA
B = SEGUNDA TARRAXA
G = TERCEIRA TARRAXA
BORDÕES:
D = TERCEIRA TARRAXA
A = SEGUNDA TARRAXA
E = PRIMEIRA TARRAXA

Acho que não tem nada de esquisito!

Marinho.Santista
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Marinho.Santista » Qui 09 Out 2008, 02:07

jamison escreveu:Esse Tópico realmente está muito confuso mais vamos lá;
PRIMAS:
E = PRIMEIRA TARRAXA
B = SEGUNDA TARRAXA
G = TERCEIRA TARRAXA
BORDÕES:
D = TERCEIRA TARRAXA
A = SEGUNDA TARRAXA
E = PRIMEIRA TARRAXA

Acho que não tem nada de esquisito!
Jamison, vou explicar...

A disposição das corda que se faz referência é quase igual a essa tradicional que vocÊ citou...
Mudando-se os bordões...

PRIMAS
E = PRIMEIRA TARRAXA
B = SEGUNDA TARRAXA
G = TERCEIRA TARRAXA
BORDÕES:
E = TERCEIRA TARRAXA
A = SEGUNDA TARRAXA
D = PRIMEIRA TARRAXA

OK?

Abraços!

Marinho.Santista
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Marinho.Santista » Qui 09 Out 2008, 02:29

Marinho.Santista escreveu:Prezado Sr. F. Francisco,

Por excelência o violão não precisa dessa mudança.
Em nenhum momento eu afirmei que não havia feito essa mudança.
Já troquei a disposição das cordas, mas devido a ruptura e em sendo a corda aproveitada nas outras tarraxas.
Toco violão a um tempo razoável e já experimentei e consigo tocar músicas em diversas afinações que já são conhecidas por vocês como por exemplo:
6C
6D
6D - 1D ( Da famosa - Sunburst de Andrew York )
6D – 5G
6D – 5G – 1D
3F#
O que podemos dizer disso nessas disposições?
Ah! Sim: ( O 4D - Ré esta mais redondo... e a 6ª. mais equilibrada... )
Temos espaço no site e incentivos, inclusive da parte do Sr. Delcamp para que se coloquem vídeos ou indiquem algo do Youtube.
Esse é um Fórum de discussão e não de indução. Não estou induzindo ninguém a fazer ou desfazer do que foi descrito nos tópicos pelos participantes.

- Façam o que quiserem com os seus violões... ( vejam o meu 1.o post )
- No 3º. Post, eu assumi que não irei trocar a disposição por não ter o violão de luthier.

- No ano que vem já estarei com ele...
- Então, Mais uma vez eu digo que não mudarei e continuarei como um leigo; se essa é a questão.

CONSIDERAÇÕES

- Consultei algumas pessoas estudadas no assunto e torno a dizer " é ÍNFIMO " a diferença do som provocada pelo violão.

- A seguir uma pequena parte da resposta de um amigo do nosso site...

“Você percebeu que, mesmo usando abordagem científica, ninguém provou definitivamente nada (porque não possuem treinamento científico, não podem esgotar o assunto com uma prova científica irrefutável). Fica ainda valendo o valor subjetivo. E, em arte, não se discute o subjetivo - quando muito, se tolera o mesmo...”

E as respostas aos meus questionamentos e dúvidas?
Estou aguardando!
E continuemos no nosso site de cada dia...

Abraços!
Pessoal,

Espero ter ajudado a todos neste tempo em que participei desse fórum.
Desculpem-me os meus conceitos talvez as "desavenças". Discuti? sim, mas por um ponto de vista buscando a razaõ e não os modos EMPÍRICOS que são apenas ponto de vista. Todo ponto de vista ou modo empírico pode ser contestado. Não esquecendo-nos que o empírico também pode ser o charlatanismo, claro, que não é o caso.

Mais uma vez peço desculpas por tudo que eu tenha dito... mas a intenção sempre foi de ajudar, como é o propósito deste maravilhoso site.
Abraços,

Música é Arte e o Violão INEXPLICÁVEL. ( Marinho Santista )

F Francisco de O. costa
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por F Francisco de O. costa » Qui 09 Out 2008, 05:16

PACIÊNCIA... conhecimento empírico significa conhcimento prático. Ou seja aquele adquirido com simples observação do mundo natural. Por exemplo: Um luthier experiente. Boa barte do conhecimento adquirido é por tentativa erro, prática, observação, muita pesquisa etc..." Charlatanismo"...não entendi...Conhecimento científico é aquele teorisado e comprovado segundo os métodos científicos. Por exemplo: na Europa estão tentanto reconstituir os primeiros instantes após o big bang para tentar provar uma teoria, e, se comprovada, teremos um novo conhecimento ciêntífico. Não é tão simples afirmar algo ciêntíficamente...em fim.

A questão da inversão das cordas, vejam bem... eu tomei conhecimento disso num master class na UNESP, eu resolvi experimentar deu certo para mim, passei adiante... nunca pensei que isso ia render tanta controversa...No método do Pedro Cameron ele escreve algumas linhas sobre a corda ré onde ele mesmo afirma ser a mais tensa. Sendo esta corda de diâmetro menor porque deveria suportar maior tensão que a mi da sexta? Outra coisa. Porque os luthies tem dificuldades em equilibrar o som do violão de oito cordas onde os graves dos bordoes ofuscam o brilho das primas sendo este tipo de violão ainda evitado pela maioria dos violonistas. Meus caros. Violão para nos deve ser aquele que valorisa o brilho das primas. Um ''misão" mais tenso emite um grave menos embolado, tipo som de mola, e mais encorpado como um nibe de baixos numa orquestra, por isso não aconcelho que façam isso no sete cordas pois o a intensão neste caso é inversa, onde busca - se frases mais ligadas etc. Quando se opta por mudar as cordas 4 e 6 de lugar opta - se por trocar as tenções. Lógico, não espero que o leigo que nunca estudou sobre as tenções das cordas saiba disso. Gente se voçês não perceberam o sustein extra do baixo por favor heim... cade o ouvido? O equilíbrio é perfeito parece até o naipe dos baixos de uma orquestra sinfonica. Aliás eu penso no violão como uma orquestra. Eu trabalho muitas vezes a quatro vozes, cada uma no seu lugar. Se voçês pensarem por acorde simplesmente nunca perceberão a diferença. Para mim a sexta é o nipe dos baixos toda ela até a casa 12 o calibre a tenção lembra muito o nipe de baixos. A quinta tambén tem esse efito mas precisa da ajuda da corda ré. Toquem o acorde de Dó maior assim do mi sol do bem simultâneamente, depois sol da sexta sol do mizinho ouçam como o sol da sexta sozinho faz as vezes do dó e mi. Não espero que um batedor de corda perceba estas sutilesas, mas meus colegas de forum por favor...O que acontece é que muita gente toca violão e nem ouve o baixo essa á a verdade . Aprendam a ouvir teu instrumento ele clama por essa mudança

FernandoSor
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por FernandoSor » Seg 13 Out 2008, 19:39

Acho apenas que temos que cuidar para não confundir alhos com bugalhos.
O problema das cordas adicionais a um violão (violões de 7, 8 cordas) nada tem a ver com esta questão da tarraxa utilizada. O problema da 7a. e 8a. corda está relacionado com a tensão que as cordas exercem sobre o tampo do instrumento e a distribuição do som no mesmo.

Sobre a mudança de tarraxa entre 4a. e 6a. cordas, volto a salientar que não há absolutamente nenhuma mudança de tensão longitudinal (no sentido da cabeça ao cavalete), pois a nota continua sendo um D (ou um E no caso da outra corda). Pode-se dizer que há uma pequena mudança nas tensões perpendiculares pois a inclinação da corda em direção à tarraxa conforme mudamos a tarraxa utilizada.

Como disse, não percebi mudança de som em meu Abreu e não creio que meu ouvido seja pouco sensível. Quem sentiu muita diferença e acha que melhorou bastante, recomendo conversar com seu luthier para que pesquise uma mudança de projeto da cabeça do instrumento e de disposição das tarraxas, pois se é possível melhorar com uma pequena mudança de tarraxa, por que não fazê-lo de forma mais ampla? Quem sabe fazendo uma cabeça pra trás, como num alaúde, o som melhore ainda mais...

F Francisco de O. costa
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por F Francisco de O. costa » Ter 14 Out 2008, 16:06

FernandoSor escreveu:Acho apenas que temos que cuidar para não confundir alhos com bugalhos.
O problema das cordas adicionais a um violão (violões de 7, 8 cordas) nada tem a ver com esta questão da tarraxa utilizada. O problema da 7a. e 8a. corda está relacionado com a tensão que as cordas exercem sobre o tampo do instrumento e a distribuição do som no mesmo.

Sobre a mudança de tarraxa entre 4a. e 6a. cordas, volto a salientar que não há absolutamente nenhuma mudança de tensão longitudinal (no sentido da cabeça ao cavalete), pois a nota continua sendo um D (ou um E no caso da outra corda). Pode-se dizer que há uma pequena mudança nas tensões perpendiculares pois a inclinação da corda em direção à tarraxa conforme mudamos a tarraxa utilizada.

Como disse, não percebi mudança de som em meu Abreu e não creio que meu ouvido seja pouco sensível. Quem sentiu muita diferença e acha que melhorou bastante, recomendo conversar com seu luthier para que pesquise uma mudança de projeto da cabeça do instrumento e de disposição das tarraxas, pois se é possível melhorar com uma pequena mudança de tarraxa, por que não fazê-lo de forma mais ampla? Quem sabe fazendo uma cabeça pra trás, como num alaúde, o som melhore ainda mais...
Desculpem meus colegas de Forum pois, creio, não ter sido suficientemente claro. Pois bem. Em nenhum momento eu afirmei que a mudanças de tenções implica na mudança de afinação, isso é realmente ridículo. A mudança na disposição das cordas inverte es tensões da quarta e sexta cordas. FUI CLARO? Continuemos... Uma corda mais tensa produz mais volume e sustentação de som. OK?. O que algumas pessoas ainda não entenderam ou confundem é o fato de cada corda necessitar de torque para atingir a afinação respectiva. Ai pensam que é esta tensão a que refiro. É CLARO QUE NÃO! REFIRO, EU, A REGULAGEM DO INSTRUMENTO, NADA TEM A VER COM AFINAÇÃO. por exemplo corda alta em relação a escala é mais tensa tem mais volume é mais pesada de se tocar. È DIFICIL ENTENDER ISSO? . Ora a sexta corda solta sendo a noda mais grave necessida de maior tensão. Observem o piano ou a harpa como estão dispostas as cordas. Penso que o ideal seria que o violão assim como todos os instru mentos de cordas seguissem a mesma linha. Um projeto de violão assim, é algo que deve ser estudado... Quanto ao violão de sete e oito cordas... sem comentários. Pois a afirmação só confirma oque eu disse é só pensar um pouco. Quanto ao ouvido todos sabemos que duas pessoas com ouvido sadio podem dezenvolvê-lo mais ou menos isso vai depender da mente se esta pessoa presta atenção no que ouve ou não. Provavelmente as pessoas que notaram a diferença no som são auditivos, sinestesicos ou visuais terão dificuldades ou jamais notarão diferença no som. Deste forma a discução pode ir muuuuuito longe ainda. " Um operador de máquinas trabalha a vida inteira com sua máquina e morre entendê-la. E assim com o violão ou qualquer outro instrumento" Heitor Villa Lobos.

FernandoSor
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por FernandoSor » Ter 14 Out 2008, 21:12

Acho que agora ficou um pouco mais claro.
Permita-me, então, reformular a frase:
F Francisco de O. costa escreveu: por exemplo corda alta em relação a escala é mais tensa tem mais volume é mais pesada de se tocar.
para:
Corda alta em relação a escala é mais pesada de se tocar para a mão esquerda, a corda em si possui exatamente a mesma tensão, e o volume resultante é discutível.

Acho que vc deve concordar que corda mais alta fica mais pesada para a mão esquerda porque está mais distante da escala, requerendo pressioná-la com mais força contra o traste por causa da distância, não por causa da tensão da corda em si. E não muda nada para a mão direita. A corda mais alta pode facilitar a mão direita por esta mais longe da escala e corpo, permitindo ao violonista "meter mais a mão", sem medo de trastejar etc. Isto pode enganosamente sugerir mais volume. O importante aí é salientar que a corda em si, quando está lá parada, não muda de tensão.

Por isso tbém vou tentar deixar mais claro e explicar melhor. Para a corda atingir determinda afinação, a corda necessita ter uma determinada tensão. Para mudar esta tensão e manter a mesma afinação, temos que mudar a espessura da corda ou o material do que ela é feita. Por isso diferentes fabricantes fornecem cordas diferentes, que vão variar de espessura e/ou material, para diferentes tensões. Conforme comentei, ao mexermos na regulagem, a corda pode ficar mais pesada ou leve para alguma das mãos apenas por questão do quanto teremos que pressioná-la por causa da distância ao braço, de ângulo de ataque ou algo assim, mas não por causa da tensão da corda, que não muda.

Cuidado que torque não é tensão, é trabalho. O único a fazer algum tipo de trabalho aí é o violonista. Para afinar aplicamos torque à tarraxa. Uma vez afinado, não há mais trabalho nem torque. Há apenas um jogo de forças (tensões). Não sou nenhum grande luthier, mas sou engenheiro e conheço muito bem a física.

Voltando à questão da mudança de tarraxa, testei trocar de tarraxa exatamente tendo em vista esta questão de “regulagem”. Pensei exatamente que a mudança poderia afetar de algum modo a “regulagem” sabe-se lá como, pois já imaginei que o volume e sustentação não mudariam por si mesmos. Mas no meu violão não percebi nenhum tipo de mudança, sequer de “maciez” ou algo assim, na hora de tocar.

Também nunca percebi mudança de volume ou sustentação ao alterar a altura das cordas ou regulagem num violão. E este é um motivo por qual já achei que esta mudança de tarraxa não iria resultar em algo significativo. Uma mudança de regulagem já liberou as cordas para um melhor aproveitamento, facilitando tirar mais som e sustentação, mas se eu não alterasse meu toque para aproveitar a mudança de regulagem o som tampouco se alteraria sozinho.

No mais, acho que não custa nada cada um testar. Até porque é fácil e problema não vai causar. Basta inverter na próxima mudança de cordas do violão. Se não surtir efeito, é voltar como estava antes apenas na próxima mudança de cordas...

F Francisco de O. costa
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por F Francisco de O. costa » Qua 15 Out 2008, 01:27

É por isso que gosto de debate de ideias principalmente quando o debatente é alguém de nível, sempre acabamos aprendendo algo. Primeiramente quero me desculpar pelo meu modo tosco de se expressar, fonte prima de confusão.

Bem... Troquem suas tarrachas apenas se estiverem com algum problema não para a inversão das quarta e sexta cordas pois não é necessário.

Para evitar confusão vou evitar usar o termo técnico TENSÃO essa palavrinha é danada hein? É claro que em Fisica tanto o tensão como torque tem seus significados próprios. Cada ciência tem seu dicionário. Eu por exemplo sou bachareu em Direito, desculpe minha vaidade, e bem entendo de palavras, as vezes me descuido com elas como faço agora, porque abandonei essa área para me dedicar a Música. Tambén sou curioso e me meto nas mais diversas áreas por curiosidade. Gosto de Química, Filosofia, Fisica Quântica, Astronomia etc. Mas de fato minha area é a Musica. Sei muito bem que algo que significa X em Física pode significar Y em Direito Z em Música e nada no mundo empírico. Abandonemos esses termos e vamos para o popular e vejamos se agente se entende.

Primeiro concordo com tudo que nosso colega Sor escreveu, entendi o que ele quiz dizer e é verdadeiro só não consigo acreditar como não percebeu a diferença na sexta corda ao trocar de posição com a quarta corda. A sexta corda fica mas " firme " digamos assim... Talves seja uma " ilusão de ouvido" mas apartir do momento em que a corda fiva mais firme parece que ganha mais volume, não sei se é coisa da minha cabeça derrepente... Mas é fato que corda firme é mais sonora seja produto isso de ilusão ou não eu sei bem oque eu ouço.

Curiosidade: ao passo que os bordões ganham em sonoridade ao ficarem mais "firmes" ,sonoridade no sentido de volume e sustentação, o inverso acontece com as primas elas perden sustentação. É com base em dados experimentais que faço a seguinte proposição: A disposição das cordas deveriam sofrer uma gradação, as de maior calibre devem estar dispostas gradualmente em ordem de maior comprimento ao menor segundo o calibre respectivamente. Como na harpa e no piano. Ja vi alguns modelos de guitarras elétricas assim, parecem guitarras de canhoto mas não são.

O violão que estou propondo precisa ser inventado é verdade mas em quanto isso não ocorre inverto eu a sexta e quarta cordas, para resolver parte do problema de som do atual violão. Eu que em matéria de musica não sou leigo nem nada e que em matéria de violão nem me atrevo a dizer que sei pois tudo que sei é que nada sei. E lembrando que essa ideia não é minha um antigo professor meu ja invertia as cordas e ele aprendeu isso na Unesp onde eu constatei e apos muito experimentar e refletir cheguei a conclusão lógica e há paralelo como é o caso do piano e a harpa que são instrumentos de corda que apesar de diferentes do violão muito em comum tem com nosso instrumento.

Ademais agradeço a elegância com a qual nosso colega Sor expôs suas idéias até agora. Que sirva de exemplo aos demais.

Marinho.Santista
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Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Marinho.Santista » Qua 15 Out 2008, 18:01

Voltei! não podia me abster das informações aqui prestadas.
Dessa vez vou tentar ser elegante e para concluir peço aos amigos participantes que também postem com elegância e clareza...
É por isso que gosto de debate de ideias principalmente quando o debatente é alguém de nível, sempre acabamos aprendendo algo. Primeiramente quero me desculpar pelo meu modo tosco de se expressar, fonte prima de confusão

Não é bom subestimar nenhum dos participantes do Fórum...
Não é parte em si da filosofia do que é proposto no Site...
O assunto deveria ser tratado como FÍSICA e MÚSICA.
Não adianta ser engenheiro civil, eletrônico, advogado ou ter uma padaria se a pauta for música...
Fiz alguns questionamentos a pessoas que estudam física e música...

Aguardo informações e hesito sobre o lado empírico, questão do tópico...
Quem sabe façam a experiência e insiram que é positivo, ou seja, o som melhora...
Plausibilidade! É isso que estou aguardando! Aí, eu vou pra galera e mudo também...
Realmente muitas coisas que existem foram feitas por testes “in loco” para depois poder tirar-se conclusões e algo de novo, aplicável e provavelmente útil para a sociedade.
Não está errado mudar a disposição das cordas, mas é uma questão de opção, violão e audição.
Não entendi a palavra “leigos” para essa forma da disposição existente e praticada pôr tanto tempo pelos violonistas de “quase” todo o Mundo.
Primeiro concordo com tudo que nosso colega Sor escreveu, entendi o que ele quiz dizer e é verdadeiro só não consigo acreditar como não percebeu a diferença na sexta corda ao trocar de posição com a quarta corda. A sexta corda fica mas " firme " digamos assim... Talves seja uma " ilusão de ouvido" mas apartir do momento em que a corda fiva mais firme parece que ganha mais volume, não sei se é coisa da minha cabeça derrepente... Mas é fato que corda firme é mais sonora seja produto isso de ilusão ou não eu sei bem oque eu ouço.
Prefiro aguardar a informação e assim saber se é ilusão de ouvido ou não.
Voltando à questão da mudança de tarraxa, testei trocar de tarraxa exatamente tendo em vista esta questão de “regulagem”. Pensei exatamente que a mudança poderia afetar de algum modo a “regulagem” sabe-se lá como, pois já imaginei que o volume e sustentação não mudariam por si mesmos. Mas no meu violão não percebi nenhum tipo de mudança, sequer de “maciez” ou algo assim, na hora de tocar.
Infelizmente, no Abreu não deu certo...

O fato de dizer que não vou mudar a disposição das cordas pode ser uma questão de tempo, mas é bom saber que para isso acontecer precisarei de mais informações sobre o assunto e principalmente de um bom violão, contando-se ainda com os valores de ganho que serão apresentados...

No mais, está tudo certo...
Abraços!

Cajunho
Mensagens: 70
Registrado em: Qui 29 Mai 2008, 16:41

Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Cajunho » Qui 16 Out 2008, 23:27

F Francisco de O. costa escreveu:[...] mas esta discução ja se tornou ridícula by :bye: :bye:
Então o que é que ainda se está discutindo?

Léo Beschizza

Re: disposicao das cordas do violao

Mensagem por Léo Beschizza » Sáb 18 Out 2008, 23:15

Olá amigos do Fórum
Tenho acompanhado o debate, um tanto caloroso, sobre essa questão tão polêmica que se instalou aqui no Fórum.
Primeiramente gostaria de solicitar aos colegas envolvidos no debate, que desarmassem seus espíritos, e que fossem mais compreensíveis e amigáveis com as colocações de seus pares, evitando assim o confronto pessoal, deixando o confronto para o campo das idéias somente.
Em segundo lugar acho que existem muitos parâmetros variáveis sobre o tema, e que para se concluir o assunto no seu aspecto experimental, esses parâmetros deveriam ser homogeinizados, isto é, temos várias afirmações e contestações de uma experiência que está sendo feita com instrumentos diversos, com tipos e marcas de cordas diferentes, com músicos com "pegadas" mais fortes ou mais delicadas, com capacidades auditivas desses músicos que com certeza são desiguais, e por isso dessa forma não chegaremos a uma conclusão que vá atender à todos os nossos membros do Fórum.
Partindo dessas premissas, sugiro então que para tratarmos do assunto de uma forma mais científica possível, não devemos criar um clima de "guerra" entre nossos pares, e que cada experiencia seja colocada no tópico, indicando todos os elementos que foram utilizados na pesquisa, ou seja, qual violão foi utilizado, qual corda e de qual tensão, que tipo de música temos resultados mais perceptíveis, em qual ambiente se efetuou os testes, com qual intensidade se atacou as cordas, e assim por diante...
Senão estaremos nos "agredindo mutuamente" sem chegarmos a nenhuma conclusão e a nenhum lugar comum, que absolutamente não é o objetivo do nosso Fórum.
E é esse Fórum que nos tem esclarecido as nossas dúvidas, nos tem proporcionado várias alegrias, dando a oportunidade de conhecermos e convivermos harmonicamente com novos amigos, e onde devemos nos comportarmos respeitosamente como irmãos.
Portanto meus companheiros sejamos mais gentis com nossos iguais e estejamos sempre com a boa vontade de nos ajudarmos cada vez mais para o nosso crescimento pessoal e intelectual.
Um grande e forte abraço a todos do Fórum.