disposicao das cordas do violao

geanntoni

Geann

Mensagem por geanntoni » Qua 12 Jul 2006, 15:14

De grande valia essa informação pelo menos para mim..
eu fiz o teste e logo de cara percebe-se que a corda mi superior fica mais firme e a re fica mais "adequada" referente a tensão

Muito obrigado... tópico muito interessante

RAI CHAVES
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Mensagem por RAI CHAVES » Sáb 15 Jul 2006, 17:21

A corda Ré é a que estoura mais facilmente. Eu troquei a posição dela com o mi, devido a este fato, mas, nunca notei a mudança na qualidade sonora. Talvez por eu usar este modo há bastante tempo. Uso deste modo porque eu senti uma maior durabilidade e menor desgaste na corda Ré. Mas não sabia que isso trazia equilíbrio ao instrumento. Vou prestar mais atenção a partir de agora.

Obrigado pela informação!

F Francisco de O. costa
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Mensagem por F Francisco de O. costa » Sáb 15 Jul 2006, 18:11

RAI CHAVES escreveu:A corda Ré é a que estoura mais facilmente. Eu troquei a posição dela com o mi, devido a este fato, mas, nunca notei a mudança na qualidade sonora. Talvez por eu usar este modo há bastante tempo. Uso deste modo porque eu senti uma maior durabilidade e menor desgaste na corda Ré. Mas não sabia que isso trazia equilíbrio ao instrumento. Vou prestar mais atenção a partir de agora.

Obrigado pela informação!
Para sentir diferença na qualidade sonora depende muito da sensibilidade do instrumento, por exemplo: num didianini não faz diferença alguma mas num MUNHOZ a diferença é gritante, mas tanto neste quanto naquele caso a principal diferença está mais é na maior durabilidade da corda ré e firmeza na corda mi

bia barros

obrigado

Mensagem por bia barros » Ter 18 Jul 2006, 14:32

Muito bom saber disso. Vou mudar as minhas cordas agora. Obrigado!

CHORÃO

Mensagem por CHORÃO » Seg 18 Set 2006, 13:49

Fiz o teste de trocar as cordas E e D de tarracha e confesso que o som e a tensão das cordas melhoraram bastante no meu violão de 6 cordas.

Sugiro que façam o teste.

Um abraço!

pcpaulo
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Disposição de cordas

Mensagem por pcpaulo » Ter 26 Set 2006, 20:06

Para mim também é totalmente nova está informação sobre a disposição de cordas do violão. Creio que não custa tentar e analisar os resultados. Abraços a todos.

Johann kaspar Mertz
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Mensagem por Johann kaspar Mertz » Ter 26 Set 2006, 20:28

Bem ... o que existem, segundo me consta, são inúmeras afinações diferentes. Mas essas afinações alternativas não implicam em mudança das cordas. O MI (bordão) continua no lugar, tal qual o LÁ o Ré e assim por diante.
Disposição das cordas no violão só existe uma: Da mais grave para a mais aguda: Mi, Lá, Ré, Sol, Si e Mi. Aí podem-se variar as afinações. Mas nunca modificando-se as cordas. Ainda mais se o braço do instrumento possuir tensor.

Enfim ...

stavanato
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disposicao das cordas

Mensagem por stavanato » Ter 26 Set 2006, 20:45

nunca ouvi dizer sobre a inversao da colocacao das cordas.
Acho isso um pouco complicado.

CHORÃO

Mensagem por CHORÃO » Qua 27 Set 2006, 12:47

Johann kaspar Mertz escreveu:Bem ... o que existem, segundo me consta, são inúmeras afinações diferentes. Mas essas afinações alternativas não implicam em mudança das cordas. O MI (bordão) continua no lugar, tal qual o LÁ o Ré e assim por diante.
Disposição das cordas no violão só existe uma: Da mais grave para a mais aguda: Mi, Lá, Ré, Sol, Si e Mi. Aí podem-se variar as afinações. Mas nunca modificando-se as cordas. Ainda mais se o braço do instrumento possuir tensor.

Enfim ...
Na verdade, as cordas continuam no lugar delas: o E na 6ª, o A na 5ª, o D na 4ª e por aí vai. O que muda é a posição do E e do D nas tarrachas. O E (6ª corda) vai para a tarracha mais distante do braço e o D (4ª corda) vai para a tarracha mais próxima do braço.


Um abraço!

smiligio

Mensagem por smiligio » Qui 05 Out 2006, 20:29

LEGAL...... VOU FALAR PROS MEUS AMIGOS FAZEREM ISSO E VER O QUE ELES ACHAM, TAMBÉM VOU TESTAR.....

smiligio

Mensagem por smiligio » Qua 11 Out 2006, 22:26

BAHHHH!!!!! REALMENTE , EU TESTEI E DEU CERTO. AS CORDAS FICARAM COM A TENSÃO MAIS EQUILIBRADA E TAMBÉM O TIMBRE FICOU MAIS EQUILIBRADO. SEM FALAR QUE O PROBLEMA DA 4º CORDA ESTÁ RESOLVIDO. ELA PROVAVELMENTE GASTARÁ PROPORCIONALMENTE AOS OUTROS DOIS BORDÕES.
NÃO ENTENDO COMO É QUE NUNCA PENSARAM NISSO!!!???

Torreu

Mensagem por Torreu » Qui 12 Out 2006, 00:07

Pessoal,

permitam-me fazer uma observação aqui.


Eu realmente sempre tive problemas como todos, a corda Ré é sempre a que estoura mesmo....

Achei muito insteressante a colocação do senhor Francisco em mudar a disposição das tarrachas que prendem os bordões. Assim, deve aumentar a vida útili da corda ré no violão....


MAS, será que REALMENTE as tensões ficam equilibradas no violão????
Ora, se assim fosse, porque os luthiers ou os fabricantes não pensaram nisso antes???



Olha, eu fui checar os príncípios que regem a física das cordas, tá certo que preciso olhar mais cuidadosamente, mas achei uma equação que mostra como a frequência varia em função dos outros parâmetros.

Vi que, o comprimento é inversamente proporcional a frequência e, a tensão da corda é diretamente proporcional a frequência. Estes são os dois parâmetros em questão (tensão e comprimento).

Analisando no que a mudança sugerida implica, ao prender a corda Ré numa tarracha mais próxima, isso significa estar DIMINUINDO seu comprimento, então teremos um AUMENTO na frequência (afinação mais alta) se mantivermos os demais parâmetros, pois o comprimento é inversamente proporcional a frequencia como mencionado anteriormente.
Então, para voltarmos a afinação Ré ou DIMINUIRMOS a frequencia, temos que mexer em outro parâmetro, no caso sugerido, seria a tensão nesta corda, ou seja, devemos aliviar ou DIMINUIR a tensão na corda (através do ajuste das tarrachas), pois este parametro é diretamente proporcional a frequencia, como mencionado anteriormente.


Daí, temos a hipotética "vantagem" de se mudar a fixação da corda Ré para uma tarracha mais próxima, podemos diminuir sua tensão e, consequentemente, teríamos uma maior durabilidade da vida útil desta corda.


Com relação a corda Mi bordão, o pensamento seria o análogo ao anterior, só que, neste caso, teríamos que AUMENTAR a tensão na corda Mi, para compensar a mudança da tarracha fixadora para uma de maior distância.


Agora eu lhes pergunto, vimos que tivemos uma mudança na disposição das tensões no braço. A borda do braço do lado do MI bordão ficou com uma maior tensão, perdendo simetria com a outra borda, do lado das cordas primas, onde a hipotética maior tensão ainda está centrada na corda Sol, pois tem a maior distância.


SERÁ REALMENTE QUE O VIOLÃO NÃO SOFRERÁ COM ESTAS MUDANÇAS???

A meu ver, esta perda de simetria, fará com que ao longo do tempo as tensões façam que o braço do violão tenda para o lado da MI bordão, ou seja, ESTRAGARIA o violão.
Nós economizaríamos com cordas, mas em compensação pagaríamos o preço com o DANO no violão !!



Bom, fiz uma análise superficial, não sou luthier, mas sou da área de exatas, não conheço as peculiaridades que envolvem a construção do violão. Meu objetivo aqui foi apenas tentar entender o que realmente ocorre com o violão e nunca de ofender meus grandes colegas violonistas!

Por favor, fiquem a vontade para me corrigir, caso tenha falado alguma besteira !



Abraços !!!

F Francisco de O. costa
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Mensagem por F Francisco de O. costa » Qui 12 Out 2006, 23:21

Torreu escreveu:Pessoal,

permitam-me fazer uma observação aqui.


Eu realmente sempre tive problemas como todos, a corda Ré é sempre a que estoura mesmo....

Achei muito insteressante a colocação do senhor Francisco em mudar a disposição das tarrachas que prendem os bordões. Assim, deve aumentar a vida útili da corda ré no violão....


MAS, será que REALMENTE as tensões ficam equilibradas no violão????
Ora, se assim fosse, porque os luthiers ou os fabricantes não pensaram nisso antes???



Olha, eu fui checar os príncípios que regem a física das cordas, tá certo que preciso olhar mais cuidadosamente, mas achei uma equação que mostra como a frequência varia em função dos outros parâmetros.

Vi que, o comprimento é inversamente proporcional a frequência e, a tensão da corda é diretamente proporcional a frequência. Estes são os dois parâmetros em questão (tensão e comprimento).

Analisando no que a mudança sugerida implica, ao prender a corda Ré numa tarracha mais próxima, isso significa estar DIMINUINDO seu comprimento, então teremos um AUMENTO na frequência (afinação mais alta) se mantivermos os demais parâmetros, pois o comprimento é inversamente proporcional a frequencia como mencionado anteriormente.
Então, para voltarmos a afinação Ré ou DIMINUIRMOS a frequencia, temos que mexer em outro parâmetro, no caso sugerido, seria a tensão nesta corda, ou seja, devemos aliviar ou DIMINUIR a tensão na corda (através do ajuste das tarrachas), pois este parametro é diretamente proporcional a frequencia, como mencionado anteriormente.


Daí, temos a hipotética "vantagem" de se mudar a fixação da corda Ré para uma tarracha mais próxima, podemos diminuir sua tensão e, consequentemente, teríamos uma maior durabilidade da vida útil desta corda.


Com relação a corda Mi bordão, o pensamento seria o análogo ao anterior, só que, neste caso, teríamos que AUMENTAR a tensão na corda Mi, para compensar a mudança da tarracha fixadora para uma de maior distância.


Agora eu lhes pergunto, vimos que tivemos uma mudança na disposição das tensões no braço. A borda do braço do lado do MI bordão ficou com uma maior tensão, perdendo simetria com a outra borda, do lado das cordas primas, onde a hipotética maior tensão ainda está centrada na corda Sol, pois tem a maior distância.


SERÁ REALMENTE QUE O VIOLÃO NÃO SOFRERÁ COM ESTAS MUDANÇAS???

A meu ver, esta perda de simetria, fará com que ao longo do tempo as tensões façam que o braço do violão tenda para o lado da MI bordão, ou seja, ESTRAGARIA o violão.
Nós economizaríamos com cordas, mas em compensação pagaríamos o preço com o DANO no violão !!



Bom, fiz uma análise superficial, não sou luthier, mas sou da área de exatas, não conheço as peculiaridades que envolvem a construção do violão. Meu objetivo aqui foi apenas tentar entender o que realmente ocorre com o violão e nunca de ofender meus grandes colegas violonistas!

Por favor, fiquem a vontade para me corrigir, caso tenha falado alguma besteira !



Abraços !!!
Confesso que eu não entendo nada de acústica ou física de sorte que não posso dizer se peca ou não em suas afirmações, entretanto pelas palavras tuas parece que deve saber o que está falando. Bem, ainda fico com o conhecimento empírico que tenho a respeito do tema e por fortes razões uma vez que a palavra ''será'' está fora de contexto.

Sempre usei a disposição convencional e depois que mudei para esta "objeto de controvérsa" senti mudansas significativas tanto na maior durabilidade quanto na equabilidade dos tons bem como na evolução do meu instrumento, isto é um fato para mim. Fato fundado na experiência não só minha mas de um grande mestre que me aconcelhou a fazer a tal mudança. Bem se a física pudesse expicar tudo já saberíamos com certeza a resposta para questões como a origem do universo ou a integridade de um buraco negro, ou porque dois raios nunca caem no mesmo lugar. Para algumas coisas não há explicação ai resta apenas o conhecimento empírico, entre outras palavras Resultado!!!!!!!!ps O simples ato de se tocar violão é uma arte sem explicação física.

Torreu

Mensagem por Torreu » Sex 13 Out 2006, 02:57

Concordo com ti quando diz que o ato de tocar é uma arte, isto realmente a física não tem influência ( se bem que música e matemática estão muito bem relacionadas, alguns grandes gênios da música também foram gênios na matemática...), mas agora dizer que a física não explica tudo, colocou o universo e buraco negro no meio, me pareceu um tom um pouco jocoso....mas enfim, acredito sim haver explicação física para a questão das tensões no violão, porque este campo da física não existe grandes mistérios e este conhecimento já é dominado pela ciência, mas, por falta de informações construtivas do violão, não consigo ter 100% de certeza ainda.... Tudo bem que você pode ter comprovado o fato empiricamente, mas mesmo assim isso não tira o fato de existir a explicação, mesmo que tenha sido com bons resultados comprovados por você, neste caso a explicação seria favorável ao uso desta forma.


Talvez, esta distorção nas tensões não seja grande o suficiente para abalar a estrutura do violão, ou ainda ser uma deformação ao longo prazo....mas, ainda estou a procura de informações mais seguras a respeito...Dependendo do violão, ainda acho arriscado o uso desta prática, não arriscaria ainda um bom e caro violão, enquanto não conseguir argumentos mais seguros a respeito....

Confesso, a tentação é grande de poder ususfruir também da melhoria musical/sonora do instrumento, por causa de seus depoimentos....TOmara que eu esteja errado !!


Algum conhecedor da construção do violão poderia nos ajudar nesta dúvida?


Abs

F Francisco de O. costa
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Mensagem por F Francisco de O. costa » Seg 16 Out 2006, 15:53

Torreu escreveu:Concordo com ti quando diz que o ato de tocar é uma arte, isto realmente a física não tem influência ( se bem que música e matemática estão muito bem relacionadas, alguns grandes gênios da música também foram gênios na matemática...), mas agora dizer que a física não explica tudo, colocou o universo e buraco negro no meio, me pareceu um tom um pouco jocoso....mas enfim, acredito sim haver explicação física para a questão das tensões no violão, porque este campo da física não existe grandes mistérios e este conhecimento já é dominado pela ciência, mas, por falta de informações construtivas do violão, não consigo ter 100% de certeza ainda.... Tudo bem que você pode ter comprovado o fato empiricamente, mas mesmo assim isso não tira o fato de existir a explicação, mesmo que tenha sido com bons resultados comprovados por você, neste caso a explicação seria favorável ao uso desta forma.


Talvez, esta distorção nas tensões não seja grande o suficiente para abalar a estrutura do violão, ou ainda ser uma deformação ao longo prazo....mas, ainda estou a procura de informações mais seguras a respeito...Dependendo do violão, ainda acho arriscado o uso desta prática, não arriscaria ainda um bom e caro violão, enquanto não conseguir argumentos mais seguros a respeito....

Confesso, a tentação é grande de poder ususfruir também da melhoria musical/sonora do instrumento, por causa de seus depoimentos....TOmara que eu esteja errado !!


Algum conhecedor da construção do violão poderia nos ajudar nesta dúvida?


Abs

Bem, não sei se ajuda... Meu antigo professor tem um Munhòs oito cortas ele usa a disposição mencionada a oito anos, detalhe a corda oito é uma, si, mesmo calibre da sol de um baixo elétrico... 0.40 se não estou enganado um microm a mais outro a menos talvez. Bem... eu testei a disposição supra citada num Crafter de 1.500 reais ele ainda encontra - se perfeito... dentro de suas litações é claro. Depois comprei um Alhambra e segui a mesma disposição, o mesmo encontra -se em prefeito estado, após dois anos de uso. Tenho usado nos últimos meses um Munhós de três anos de idade... um bebê que venho tentando educar... é um ótimo violão. A um Luthier cabe o trabalho de construção a educação deste instrumento cabe a nós instrumentista, duvido muito que algum Luthier possa ajudar nisso, mas... Nunca pensei no assunto da forma como você vem pensando, acho muito interessante isso, vou buscar por dados numéricos, com base nas experências empíricas que já fiz, e outras que farei. Com tudo quero deixar mais uma vez registrado... Eu quando decidí mudar a disposição das cordas dos meus violões fiz por conta e risco... deu certo para mim... porque é o que pretendo descobrir. Quem o fizer que faça por conta e risco.