Métodos - Apostilas - Iniciantes.

EduardoBernini
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por EduardoBernini » Sex 08 Fev 2008, 10:09

Oi Cristina!

Se você gostou da história do Violão (Guitarra), espero que aprecie este verbete do DICIONÁRIO GROVE DE MÚSICA, edição concisa, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1994:

Violão [guitarra] Instrumento de cordas da família do alaúde. O violão clássico moderno tem, à frente do braço, um espelho (“escala”) habitualmente com 19 trastes (que formam o mesmo número de “casas”), seis cordas, uma caixa de ressonância de madeira, com a forma cintada de um 8, uma abertura circular (“boca”) e fundo plano. Um cavalete de madeira fixa as cordas ao tampo harmônico. As cordas são de náilon (as três mais graves capeadas de metal fino), enroladas em tarraxas e afinadas por cravelhas mecânicas, alojadas na extremidade do braço. A afinação padrão é Mi – Lá – ré – sol – si – mi´ (mi2 – lá2 – ré3 – sol3 – si3 – mi4); a música para violão é notada uma 8ª acima do que soa.
Não se sabe se o instrumento, com o nome de “guitarra”, foi introduzido na Europa medieval pelos árabes ou se era nativo do continente. Termos relacionados a “guitarra” ocorrem na literatura medieval a partir do séc.XIII, mas podem se referir a instrumentos como a guiterna. Sua história na Europa remonta ao Renascimento; durante o séc.XV surgiu uma guitarra de quatro ordens de cordas, tendo muito em comum com o alaúde e a vihuela.

Os instrumentos do séc.XVI eram bem menores do que os modernos; as cordas de tripa (sendo as três mais graves duplas) eram afinadas num padrão de 4ª - terça maior - 4ª (p.ex., sol/sol´ - dó´/dó´- mi´/mi´- lá). Na música polifônica, a técnica de execução era semelhante à do alaúde e da vihuela, com o dedo mínimo da mão direita repousando sobre o cavalete ou sobre o tampo harmônico, com o polegar e os dois primeiros dedos dedilhando as cordas. A música, notada em tablatura, incluía danças simples, chansons e fantasias. A guitarra de quatro ordens de cordas continuou em uso nos sécs.XVII e XVIII, principalmente na música popular, e sobrevive nas culturas espanhola e portuguesa como um pequeno bandolim.

Instrumentos de cinco ordens de cordas, muitas vezes chamados de “viola” ou “viola da mano”, estiveram em voga a partir do final do séc.XV, especialmente na Itália. Tinham a afinação típica lá/lá – ré´/ré´- sol/sol – si/si – mi´ (com a terceira ordem na altura mais grave), apesar de alguns incluírem uma 8ª mais baixa (bordão) em algumas ordens (p.ex. Lá/lá – ré/ré´- sol/sol – si/si – mi´). A música para esses instrumentos requeria cordas dedilhadas isoladamente, além de outras técnicas.

Em meados do séc.XVIII, um tipo especial de guitarra, a chitarra battente, foi desenvolvido, provavelmente para acompanhamento de música popular. Tinha o fundo marcadamente abobadado, e cordas e trastes metálicos; as cordas, passando sobre um cavalete móvel, eram fixadas na extremidade oposta à caixa de ressonância, e provavelmente pinçadas com um plectro.

As guitarras barrocas são ricamente decoradas. Durante o séc.XVII foram publicados diversos métodos, freqüentemente contendo peças isoladas e suítes de dança, e muitos num sistema cifrado de notação de acordes para a mão esquerda. Foi publicado um vasto repertório de árias italianas para acompanhamento com guitarra.
A guitarra espanhola foi introduzida no Brasil pelos portugueses provavelmente no séc.XVIII, sendo chamada de “violão”. Desde então tornou-se extremamente popular, formando uma escola de renome internacional.
No final do séc.XVIII, primeiro na França, a tablatura do violão foi substituída pela notação em pauta, cordas simples passaram a ser usadas em vez de ordens duplas, e foi acrescentada uma sexta corda. No início do séc.XIX, outras mudanças estabeleceram a forma do violão moderno. Cravelhas mecânicas substituíram as de madeira, trastes fixos (de marfim ou ébano, depois de metal) foram usados em vez de tripa, e o fundo plano tornou-se padrão. Alguns executantes apoiavam a mão direita sobre o tampo, alguns usavam unhas compridas. O instrumento era seguro de diversas maneiras.

Fernando Sor, espanhol que foi para Paris (um centro de interesse pelo instrumento), e o italiano Mauro Giuliani foram dois dos violonistas-compositores mais influentes, estabelecendo um repertório de obras em grande escala (incluindo concertos e música de câmara), bem como peças fáceis e estudos, caracterizados por sua elegância e vivacidade. Com o fabricante espanhol Antonio de Torres Jurado (1817-92), o violão chegou a seu tamanho e formato padrão. Ele o fez maior, e estabeleceu a extensão de vibração livre das cordas em 65cm; desenvolveu um reforço com travessas dispostas em leque para o interior do tampo harmônico e introduziu o cavalete moderno. O violão clássico é hoje apoiado na coxa esquerda, mas a posição da mão direita e as técnicas variam.

No início do séc.XX, faltava ao violão um repertório que lhe desse status comparável ao de outros instrumentos. Transcreviam-se obras de outros meios (p.ex., música para alaúde e vihuela e para outros instrumentos de cordas e de teclado). O violonista espanhol Andrés Segovia teve grande influência em torná-lo um instrumento de concerto respeitável; fez muitas transcrições e inspirou vários compositores a que escrevessem para ele. Falla (Homenaje pour le tombeau de Claude Debussy), Rodrigo (Concierto de Aranjuez), Castelnuovo-Tedesco, Manuel Ponce, Villa-Lobos (Doze estudos, Cinco prelúdios), Britten e Gerhard são alguns dos que compuseram para o violão. O repertório do séc.XX introduziu novas técnicas e sonoridades, às vezes derivadas da música folclórica, do flamenco e do jazz.
Instrumentos análogos incluem a lira-guitarra, além de violões com cordas extras ou variando em tamanho e, portanto, em extensão sonora; entre os modelos do séc.XX, a guitarra do flamenco é o mais próximo do violão clássico, embora mais leve. Violonistas de jazz, blues, música folclórica ou popular preferem instrumentos de maior potência sonora, utilizando grandes violões, violões eletricamente amplificados e, mais recentemente, a guitarra elétrica.

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Como pode notar, é um texto mais profundo e um tanto mais técnico, mas muito interessante e agradável!
Eu traduzi do italiano uma pequena biografia do Mauro Giuliani, pois é extremamente raro encontrar material a respeito. No entanto, sua obra ainda é muito estudada!

Um abração! :guitare:
Editado pela última vez por EduardoBernini em Sex 08 Fev 2008, 20:30, em um total de 2 vezes.

Emmanuel Dantas

Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por Emmanuel Dantas » Sex 08 Fev 2008, 19:05

Oi Pessoal,
Estou retornando ao violão que estudei quando era mais jovem.
Sou auto didata e ezstou procurando o volumes da Escuela razonada de la guitarra de Emilio Pujol.
Mpro aqui no Rio de Janeiro ja procurei em algumas lojas especializadas, mas não encontrei.

Alguem pode me ajudar ou me sugere algum outro método ou métodos.
Desde ja obrigado
Emmanuel Dantas

cristina_salomao
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por cristina_salomao » Sáb 09 Fev 2008, 19:54

Obrigada, Eduardo, por mais estas informações. Há muito tempo atrás, antes do advento da Internet, eu tentei coletar materiais sobre a história da guitarra erudita e encontrei pouca coisa! Vou imprimir estas informações que você postou para guardar!
Quanto à solicitação do Emmanuel, vou aguardar as respostas dadas a ele para que eu também possa aproveitar os conselhos, pois meu caso é parecido com o dele: muito tempo sem estudar, retornando agora. :)
Abraços,
Cristina

Bia
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por Bia » Qua 13 Fev 2008, 11:44

Prezado Eduardo,
Desse jeito e com essa disposição em ajudar a nós, iniciantes, vai acabar virando o meu guru :lol: .
Adorei as aulas e os exercícios! Vou começar a praticá-los ainda hoje.
Deus lhe dê muita saúde e energia para continuar nos ajudando.
É maravilhoso ter com quem contar neste momento de tamanha insegurança.
Muito obrigada!
Um grande abraço,
Bia

EduardoBernini
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por EduardoBernini » Qua 13 Fev 2008, 15:49

Olá Bia!

É meu prazer e meu privilégio poder ajudar! Conte sempre comigo! Sua expressão de gratidão é o melhor salário que uma alma sensível pode ter! Sou eu quem agradece comovido!

Cristina,

Tantos já postaram tão boas referências de métodos que eu esperava que já tivessem respondido ao seu pedido!

Métodos, para mim, são uma referência para auxiliar cada aluno individualmente - eu os possuo quase todos, e os uso indiscriminadamente, parte a parte, de acordo com a necessidade. Não creio que haja um método totalmente satisfatório, ainda mais para quem não está com um bom professor do lado. Não uso nenhum método à risca, mas apenas o que serve em cada caso individual. Eu já mencionei "individual", hoje?

Os métodos do Isaías Sávio, especialmente os organizados ano a ano (1º ao 9º ano), são excelentes. Os do Henrique Pinto, muito bons (Iniciação ao Violão 1 e 2 e tudo o mais que ele já publicou). Os do Prof. São Marcos (Implemento de Técnica Violonística, Estudos de Arpejos) são muito úteis. Alguns métodos são históricos, como o "Novo Método de Violão de Matteo Carcassi" (editora Irmãos Vitale) - Matteo Carcassi nasceu em Florença, em 1792, e faleceu em Paris, em 16 de janeiro de 1853. Viveu no auge da "Guitarromania" que foi a Época de Ouro do Violão Clássico, logo antes do apogeu do piano romântico - o violão nunca mais recuperou este lugar. Seu método é excelente, mas, obviamente, é o retrato de seu período. Os métodos do Abel Carlevaro são referência internacional entre os melhores profissionais.

Há muitos outros pequenos métodos... Espero não estar cometendo nenhuma injustiça omitindo alguém, escrevo de cabeça sem consultar nada no momento...

Você encontrará muitos e muitos métodos para download pela Internet, alguns mesmo por este fórum!

O melhor e mais completo de todos, a meu ver - opinião pessoal - é o do italiano Angelo Gilardino, "Nuovo trattato di tecnica chitarristica" (http://www.angelogilardino.com/Inglese/eShopEng.htm) - creio que só exista mesmo em Italiano, e não é um método de brincadeira, é o que há de melhor já publicado para o desenvolvimento de concertistas profissionais e artistas sérios. Tenho profundo amor por Angelo Gilardino! Ele é uma pessoa muito acessível - se você consegue ler em inglês, escreva para ele em seu português brasileiro que ele entende e responde, mas responde em inglês. Ele adora literatura e é capaz de ler José Saramago (português) e João Guimarães Rosa (brasileiro) no original, mas respeita demais nossa língua para escrever mal nela.

Mas vou enfatizar (estou repetindo o que já escrevi inúmeras vezes em fóruns): a base do domínio técnico de QUALQUER instrumento é o domínio de escalas e arpejos (e arpejos em extensão, aqueles em que se usa praticamente todo o braço do instrumento digitando com a mão esquerda, e não somente quando se monta um acorde fixo e se dedilha com a direita - isto, no caso do violão). Se não dominar TODAS as escalas e TODOS os arpejos, a formação sempre terá sido limitada. Outras técnicas específicas, trêmolo, rasgueado, etc., podem ser desenvolvidas tecnicamente a partir do estudo das peças que as possuem: ao encontrar uma passagem difícil, estude-a como um problema técnico, transponha de tonalidade ao longo de todo o braço do instrumento, e pratique até conseguir tocar no dobro da velocidade normal da peça. Assim não terá mais problemas técnicos com esta passagem específica, e o estudo não terá sido árido, pois é uma aplicação imediata na peça em questão. Isto se chama "técnica aplicada" - hoje em dia, a maioria dos alunos entra na Faculdade de Música sem os longos e necessários anos de Conservatório, para acompanhar o ritmo e não desistir, ao invés de refinar lentamente tanto a sensibilidade como a coordenação com os longos anos de estudo (que inclui um vasto repertório, não apenas a prática irracional de escalas e arpejos), eles simplesmente atacam as peças que têm que cumprir para o currículo, e tentam resolver os empecilhos técnicos como acabo de descrever. Depois saem arrogantes, com um Diploma embaixo do braço, mistificando tudo o que vêem e falam, mas não deslancham, não desenvolvem a "carreira instantânea de concertistas na Europa ou EUA" com que tanto sonham na Faculdade.

Aí descobrem que têm o resto da vida para ficarem bons nisso, ou então desistem e vão fazer outra coisa...

Eu JAMAIS participei de Concursos (um "mal necessário" para quem deseja ser concertista profissional, pois abre portas importantes). Sempre quis ser PROFESSOR, e é uma opção muito distinta. Claro que também sou Concertista, mas não vivo de palco, e sim de aulas. Quando toco, meu objetivo e minha arte não são impressionar, mas realmente anular toda e qualquer atenção à minha pessoa, e fazer com que os ouvintes se concentrem na música. Se consigo que devaneiem, é a qualidade do que pensam nestes momentos que eu considero a minha verdadeira arte. Se tiverem pensamentos elevados e inspirados, ditados apenas pelo estado alterado de consciência, então minha arte é boa. Se pensarem no capítulo da novela, então não consegui um bom momento.

É isso! :D

Um forte abraço! :guitare:

Bia
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por Bia » Qui 14 Fev 2008, 10:23

Prezado Prof. Eduardo,

Obrigada por suas palavras tão gentis! Lendo sua resposta é possível perceber o amor que tem por sua profissão, a seriedade com que a encara e a determinação e fidelidade aos seus próprios objetivos e crenças. É admirável! Sem dúvida, sua participação tem sido fundamental para nós. Por favor, continue nos ajudando!

Gostaria de aproveitar a oportunidade e perguntar-lhe se conhece o método de Christopher Parkening (Guitar Method). Eu adquiri os volumes 1 e 2 recentemente e estou gostando muito de sua didática. Mas, como ainda não disponho da experiência e conhecimentos necessários para avaliá-lo profundamente, gostaria de sua opinião a respeito.
Quanto ao método que recomendou (Angelo Gilardino), é possível adquiri-lo aqui mesmo no Brasil?

No mais, só gostaria mesmo de agradecer-lhe, profundamente, a disposição em ajudar-nos. Fico imaginando: se já nos emociona com sua atitude e palavras, com o violão então...

Um grande abraço e meu mais profundo respeito!

renoir

Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por renoir » Qua 20 Fev 2008, 12:50

Obrigado Helder, você reuniu um acervo elegante e o melhor teve a simplicidade de compartilha-las. Sou novato no site e tenho acesso limitado para a maioria dos tópicos. Mas espero fazer parte dos grupos para poder receber e trocar informações. E continue criando seus topicos, porque eu não achei extenso e sim o que realmente deve ter.

EduardoBernini
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por EduardoBernini » Qua 20 Fev 2008, 18:06

Bia,

Sempre e sempre, muitíssimo obrigado!

Christopher Parkening é reconhecidamente um dos maiores virtuoses norte-americanos. Possuo várias partituras editadas por ele. Seu método é muito bom, embora polêmico: há quem o ame e há quem o odeie - creio que isto sempre acontecerá com todos os grandes. Eu acredito sinceramente que é excelente material (e ele possui ótima didática), porém, exige mesmo o auxílio de um professor: Parkening prima por digitações extremamente difíceis, e substituí-las por outras alternativas é um tipo de estudo sofisticado e individualizado - mais vale ensinar a pescar que dar o peixe na mão...

Acredito que se encontre o método do Angelo Gilardino no Brasil de alguma forma, andei procurando pela Internet e não encontrei. Talvez na Casa Amadeus em São Paulo, na 24 de Maio, se possa encontrá-lo. Deve ser possível encomendá-lo na Blue Note da Teodoro Sampaio. A Casa Irmãos Vitale, na esquina da Rua Direita com a Quintino Bocaiúva, a Casa Manon (Ibirapuera) e a Casa Beviláqua (Teodoro Sampaio) poderiam ter - eventualmente - em estoque. Nada é garantido. Para quem possui cartão de Crédito Internacional (Visa, Mastercard, etc.) é extremamente simples encomendar direto no site do Angelo (editora Bèrben); após a encomenda, receberá em casa o material com toda a segurança, e às vezes mais barato que nessas lojas tradicionais. Citei apenas Lojas da cidade de São Paulo, pois são as primeiras que me ocorreram.

Lamento não poder ser mais útil ou específico no tocante ao encontrar o método do Angelo Gilardino no Brasil...

Prezado renoir,

Se você visitou meu site http://eduardobernini.spaces.live.com , terá percebido que sou uma pessoa religiosa. No meu caso, "Elder", sem o "H", é um título: em inglês, significa "ancião", e equivale ao título de "padre" (presbítero) ou "pastor", embora a diferença teológica seja muito grande. Em minha Igreja, todos os homens dignos recebem o Sacerdócio, e o clero é todo voluntário e não remunerado. Servimos em diferentes funções de acordo com os Chamados que recebemos (acreditamos que sejam chamados inspirados pelo Espírito Santo) por períodos de tempo variáveis, mas sempre somos portadores do Sacerdócio. Sempre somos discretos e jamais ostentamos o título "Elder", ao passo que é uso, nas demais Igrejas, que o clérigo se identifique como tal. Professamos que todos são livres para acreditarem em que, como, quando e onde quiserem; igualmente professamos infinita tolerância a todas as diferentes orientações religiosas - é o que garante nossa própria liberdade de credo.

Dito isto, gostaria de deixar bastante claro que não misturo as coisas, e não pretendo iniciar aqui no fórum qualquer tópico ou discussão religiosa. Irei me manter estritamente dentro dos temas próprios deste fórum: música e violão (guitarra) - "clássico" ou "erudito".

A não ser, renoir, que você esteja se dirigindo a algum outro membro do fórum, que tenha por nome Helder (com "H") e eu não esteja conseguindo associá-lo a esta série específica de postagens. Se for o caso, peço seu perdão pelo meu engano!

Tem todo o meu apoio e incentivo para participar sempre, o que irá aumentar seu acesso ao material disponível nos grupos de usuários que já postaram muitas mensagens! Fico muito feliz que aprecie os tópicos que posto de vez em quando!

Um forte abraço a todos! :guitare:
Editado pela última vez por EduardoBernini em Qui 21 Fev 2008, 18:56, em um total de 1 vez.

Bia
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por Bia » Qua 20 Fev 2008, 19:41

Prezado Prof. Eduardo,
Muito obrigada por sua atenção em responder-me mais uma vez.
Fico feliz que compartilhemos da mesma opinião quanto ao método Parkening. Eu estou estudando por ele e estou gostando muitíssimo. Como disse, sua opinião a respeito é importante para mim e saber que estou no caminho certo dá uma certa tranquilidade.
Obrigada, de coração!
Um abraço! :bye:

cristina_salomao
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por cristina_salomao » Qui 21 Fev 2008, 21:08

Professor Eduardo,
Mais uma vez obrigada por esta aula! Acho que já conquistou uma turma de alunos virtuais:)
Foi muito interessante ver que você citou vários métodos pelos quais estudei há muitos anos atrás, como as séries do Isaias Sávio e as Iniciações do Henriquer Pinto. Sendo assim, posso continuar como estou: recomeçando devagar com o material que tenho.
Quanto aos arpejos em extensão, onde eu poderia encontrá-los?
Obrigada,
Cristina :bye:

EduardoBernini
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por EduardoBernini » Sex 22 Fev 2008, 00:46

É isso aí, Cristina!

Material bom é bom para sempre!

Procure o

"ESTUDOS DE ARPEJOS (em extensão e posição fixa)" de Manoel São Marcos, Editora Irmãos Vitale (cód. 275-M)

A maior parte do material de arpejos para Violão é em "posição fixa". Este é um dos livros de Estudos (técnica, não "peças musicais") que trabalha os arpejos em extensão. Uma peça famosa que explora os arpejos em extensão é o Estudo Nº 2 - Des arpèges, de Heitor Villa-Lobos, que eu recomendo enfaticamente.

Bons estudos! :guitare:

cristina_salomao
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por cristina_salomao » Sex 22 Fev 2008, 23:52

Obrigada mais uma vez, Eduardo! Acho que não tenho este material do Manuel São Marcos mas vou tentar adquirir e também a peça do Villa Lobos, mas esta dependerá do grau de dificuldade: estou ainda recomeçando e talvez não seja ainda a hora de tocar Villa Lobos.:)
Abraços,
Cristina :bye:

mauricio
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por mauricio » Qua 27 Fev 2008, 18:06

Não podia deixar de agradecer às pessoas que postaram as mensagens iniciais desse tópico. Existe uma quantidade assombrosa de informação aqui. Obrigado pelo tempo dispendido compilando esses dados! Com certeza isso vai me ajudar muito nessa minha retomada dos estudos.

[]s
Mauricio

Edelyla
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Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por Edelyla » Qui 13 Mar 2008, 00:40

Oi galera!
Tenho uma dúvida... É possível um autodidata alcançar resultados satisfatórios :?:
Danke!
:)

giovanni

Re: Métodos - Apostilas - Iniciantes.

Mensagem por giovanni » Qua 19 Mar 2008, 19:17

Dicas fantásticas! :lol: