Como cuidar das unhas

Mozart Dionísio Lisboa
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Seg 07 Jan 2008, 00:15

Léo Beschizza escreveu:Olá Mozart
Quanto a sua impressão negativa em relação ao seu colega que tocou com unhas maiores, será que essa impressão foi por causa somente das unhas ? Será que ele era um bom violonista ? Será que o violão que ele tocava estava afinado ou era de boa qualidade ? Será que as cordas não estavam mais sem brilho ?
Como você pode ver, existem muitos parâmetros prá se analizar a beleza de uma interpretação. Talvez não tenha sido o fato dele usar unhas maiores, pois se ele não for um bom violonista as unhas não irão ajudá-lo muito.
Nos vídeos do You Tube você perceberá que os bons violonistas em sua grande maioria, usam as unhas grandes.
Agora que existe um certo preconceito dos leigos em relação a isso, existe sim, mas eu não ligo prá essas coisas, mesmo porque eles não sabem o porque das unhas serem grandes, muitos não sabem que são para se tocar um violão.
Um abraço a todos.
Olá, Léo!
Realmente, se analisarmos por estes parâmetros, a situação fica crítica... rsrs
Bom, como disse, não uso unhas porque gosto mais do som de quando a gente toca com os dedos. É uma pena que a maior parte dos violonistas parecem não explorar estas coisas(tocar sem usar unhas).
Quanto ao preconceito, é tolice dos leigos até porque, tocar sem usar sem unhas é uma questão de preocupação com a interpretação e também, uma escolha pessoal.(assim eu penso)

EduardoBernini
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por EduardoBernini » Seg 28 Jan 2008, 17:03

Saudações a todos!

Em 2001 escrevi o seguinte "Um Estudo sobre Unhas", baseado em minha experiência pessoal e em meus estudos de medicina na UNIFESP - EPM Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. O texto está voltado para a manutenção da saúde das unhas do violonista. Não entrei no mérito estético da produção do som ou da forma das unhas após lixar. Este texto foi considerado pelo Angelo Gilardino (procurem na Internet, é o Compositor e ex-concertista italiano que, igualmente em 2001, revolucionou a História da Composição para Violão do séc. XX ao descobrir partituras inéditas em um baú do Andrés Segovia - estas peças já estáo publicadas por sua editora - a BÈRBEN) como o melhor texto já escrito por um violonista a respeito, no mundo todo. Certamente ele se refere a um texto de conteúdo científico - os textos de conteúdo estético são tão excelentes que não ousei acrescentar nada...

Esta versão que posto aqui está revisada. A versão anterior pode ser encontrada em http://eduardobernini.spaces.live.com e em http://www.maestrobernini.hpg.ig.com.br .

Um forte abraço a todos!

Eduardo Bernini.'.

UM ESTUDO SOBRE UNHAS (1ª Parte)

INTRODUÇÃO


- O Paco de Lucia disse, em uma reportagem, que as unhas são a parte mais importante do
corpo do violonista, daí o imenso cuidado que ele tem com elas...
- Para mim, a parte mais importante é o corpo todo. A saúde integral do artista, do ser humano,
vem primeiro. É prioritária a qualquer aspecto técnico do fazer música.

. . .

O inocente e aparentemente corriqueiro diálogo acima foi o ponto crucial que iniciou uma das mais intensas buscas pelo conhecimento e pelo auto-aperfeiçoamento da minha carreira artística. Sempre curioso e atento ao que acontece no universo musical, especialmente na galáxia maravilhosa do violão, era com a excitação dos pioneiros que eu descobria um dos mais promissores avanços da técnica: o uso de unhas artificiais.
Recentemente (c. 1998), assistindo a uma entrevista televisiva do concertista Fabio Zanon, fiquei surpreso com o detalhe – o entrevistador perguntava ao concertista porque suas unhas pareciam diferentes. E o virtuose esclarecia, com a naturalidade dos grandes, que se tratava de unhas artificiais, coladas às unhas naturais, para reforço. E que resultava em melhor projeção de som, mais segurança para o intérprete e menos desgaste durante a longa prática de estudos e peças. Imediatamente adquiri o produto para experimentar a novidade, visto que a curiosidade é uma das minhas principais características. Foi como a descoberta do fogo, senti-me como o primata selvagem do filme do Stanley Kubrick – "2001 – Uma Odisséia no Espaço" – que, após tocar o misterioso monolito, teve um salto quântico evolucional. Que sonoridade! Que segurança aquilo proporcionava! Descobri-me tocando horas sem fim, numa espécie de febre, de desabafo, de ânsia não satisfeita por longos anos e agora finalmente saciada. As unhas finalmente tinham a forma apropriada, o comprimento, a espessura e resistência ideais, enfim, o paraíso dos contos de fada.
Em um ou dois dias, a unha sintética finalmente se soltou. Aparentemente, a única e pequena gota do adesivo instantâneo (sugerida pelo fabricante do produto) poderia ser o suficiente para uma garota atingir o efeito estético desejado, mas definitivamente não era o bastante para a intensa solicitação que um violonista poderia fazer. Com todo o cuidado para que o excesso de cola não atingisse a pele dos dedos, consegui uma perfeita adesão da unha sintética por toda a superfície de minhas unhas naturais. O processo todo acabou por se repetir algumas vezes nos próximos dias. Bastava a unha sintética se soltar para que a nova camada de cola fosse aplicada. Por fim, minhas unhas naturais tinham sido reduzidas a uma fina e quebradiça película. Pensei que o constante descolar da unha sintética provavelmente fosse a causa, e passei a utilizar um produto químico especial disponível no mercado, que dissolvia as unhas artificiais sem arrancá-las das naturais. Agora, a fina película acabou perdendo qualquer rigidez, tornando-se mole como uma folha de gelatina.
O que estaria acontecendo? Onde eu estaria errando? Qual seria a minha falha? O que mais eu poderia fazer? Parei de usar as unhas sintéticas, e resolvi esperar que minhas unhas naturais crescessem novamente. Tudo parecia estar indo bem: as novas unhas ainda tinham a curvatura perfeita das sintéticas, e eram ainda mais espessas e resistentes. Um estranho ponto branco surgiu por debaixo da unha do meu dedo indicador da mão direita. E finalmente compreendi porque as novas unhas estavam mais espessas: era uma hiperqueratose – uma produção excessiva do material componente das unhas, em resposta ao fungo que estava se desenvolvendo sob a unha...
Por sorte, minha esposa é uma excelente médica, e cuidou excepcionalmente bem de minhas
unhas, restaurando a saúde original perdida pela minha "angst" de artista.

. . .
Certo dia, comprei em uma banca de jornal uma revista sobre CDs de música erudita. Um dos artigos falava sobre a gravadora EGTA, com maravilhosos lançamentos que enriqueceriam minha coleção de gravações de violão erudito. Muito entusiasmado, liguei para o número de telefone publicado para pedir um exemplar de cada título diferente. Quem atendeu foi – nada mais, nada menos que – o próprio Everton Gloeden.
Como um violonista com Curso Superior em Música – eu havia me formado Bacharel em Violão aproximadamente uma década antes (1989 – Faculdade de Música Carlos Gomes http://www.fmcg.com.br ) – eu sabia muito bem com quem estava falando, embora não o conhecesse pessoalmente. Minha admiração pelo Everton (e pelo seu irmão Edelton) vinha desde meus anos como estudante de música pré-universitário. Era muito famosa, entre os estudantes de violão erudito que aspiravam à carreira de concertista, a sua gravação da obra integral de Bach para alaúde – mais ou menos o equivalente para os violonistas do que seria o estudo e a gravação integral de "O Cravo Bem Temperado" para os pianistas.
Muito feliz por conhecer alguém a quem admirava há muitos anos, além de adquirir maravilhosas gravações para a minha coleção, passei a ter aulas com uma das personalidades mais cativantes que já encontrei na vida.
Estudei com vários dos melhores professores e artistas disponíveis na cidade de São Paulo – minha cidade natal que nunca deixei por mais de um mês (até o ano 2000) – mas me surpreendi com a assombrosa qualidade dos ensinamentos que recebi do Everton.
Foi com ele que tive o diálogo com o qual iniciei o texto. O que aprendi com ele era tão revolucionário quando comparado à técnica que eu possuía, que tive a necessidade interior de parar tudo o que já tinha feito e humildemente "recomeçar do zero". Foi muito comum para mim, enquanto estudante universitário de música, observar alunos de canto lírico trocarem de professor(a) e reiniciarem os estudos de técnica respiratória e de vocalização do zero, do início absoluto, para corrigirem vícios técnicos e aperfeiçoarem o timbre e sua capacidade de interpretação artística. Portanto, foi muito natural que eu fizesse o mesmo – não porque o professor assim o indicasse, mas porque minha experiência o exigia como atitude coerente de quem busca objetivos com a mais profunda sinceridade de seu coração.
Na primeira aula reparei que o Everton usava um tipo diferente de unha sintética: as chamadas "unhas de porcelana", que são feitas de uma resina especial, moldada a partir de um pó sobre as unhas naturais. Ele explicou que este tipo de unha deveria ser aplicado por uma manicure experiente que renovasse a aplicação a cada quinze dias. Passei então a procurar o produto em lojas de cosméticos e também alguma boa manicure.
Minha esposa, então, como a médica conscienciosa que é e como alguém que realmente se importa, me passou um carinhoso porém determinado "pito". E recomendou que estudasse de novo certos aspectos do meu curso médico (que eu andava negligenciando profundamente durante o processo emocional de negação do conhecimento clínico e científico, face à maravilhosa perspectiva de ter unhas perfeitas).
Uma simples e rápida consulta a um Atlas de Dermatologia de minha biblioteca médica pessoal foi o suficiente para que eu começasse uma campanha contra o uso das unhas sintéticas. Principiei discretamente desaconselhando o uso das unhas sintéticas em um fórum sobre violão erudito na Internet. De fato, elas não foram criadas para o uso constante, e o fabricante recomenda nunca usá-las por mais de 48 horas seguidas. Muitos já haviam testado as unhas sintéticas e chegado às mesmas conclusões. No entanto, muitos jovens estudantes tiveram reações negativas muito intensas, pois se sentiram ameaçados em suas crenças e convicções pessoais, na onipotência própria da juventude.
E eis que o próprio Fabio Zanon, um colaborador constante deste fórum, relatou que usava as unhas há muitos anos, e que desejava saber mais profundamente sobre a razão dos argumentos que eu apresentava.
Como residia, na época, grande parte do ano em Londres, onde era Mestre no King's College – admirado como grande conhecedor e intérprete das obras de Villa-Lobos – Zanon combinou um encontro em sua residência em uma de suas estadas no torrão natal. Durante o encontro, mostrou-se uma pessoa incrivelmente paciente, ouvindo com diligência e muita atenção todos os pontos sobre o assunto, checando-os no Atlas de Dermatologia que levei e fazendo muitas perguntas.
Coincidentemente, o autor do livro é professor na escola de medicina da mesma universidade – King's College – o que muito colaborou para a abertura mental do grande artista que, em suas próprias palavras, não gosta de mudanças.
Poucos dias depois, quando um jovem internauta protestou defendendo o uso das unhas sintéticas, Fabio Zanon publicou uma pequena mas sincera nota, onde afirmava já ter deixado de usar as unhas sintéticas – ao menos em dois dos quatro dedos em que as usava – numa transição para a volta às unhas naturais.
Entretanto, a celeuma continuou. Com a insistência dos jovens aspirantes a artista, ameaçados em seus sonhos e esperanças por um estranho, simplesmente publiquei o pequeno texto do Atlas na íntegra, com as referências bibliográficas. Eis que o moderador do fórum, então estudante do primeiro ano de Odontologia (porém abandonando o curso para seguir a carreira de violonista), interveio com um artigo onde achava interessante o fato de minha contribuição já trazer um lado científico, porém que isso estava se tornando um problema, visto que vários artistas consagrados estavam usando as unhas sintéticas sem jamais levantar queixas quanto ao estado de saúde de suas unhas. A partir de então, limitei-me ao mínimo que minha consciência ditava: sempre que alguém solicitava informações sobre as unhas (que não fossem diretamente relacionadas com a produção de um timbre esteticamente adequado), recebia de minha parte uma recomendação para que consultasse o profissional especializado – um médico dermatologista.

. . .

Um par de semanas atrás (na primeira semana de julho de 2001), voltei a me encontrar pessoalmente com o Everton, que já não usava mais as unhas sintéticas ("unhas de porcelana"), ostentando unhas saudáveis e perfeitas. Num rápido e intenso diálogo, quando pediu orientações para fortalecer as próprias unhas – que, segundo ele, são finas demais – acabou por me convencer a redigir um artigo sério sobre a saúde das unhas, salientando a tremenda carência do meio violonístico. De fato, poucos autores músicos se ocuparam do tema, e sempre apenas sobre técnicas de lixamento e polimento da margem livre que produziria o som em contato com as cordas do instrumento.
Por quatorze dias estudei entre seis e oito horas diárias, findos os quais havia estudado mais de vinte e seis livros médicos e científicos, resultando em aproximadamente quarenta páginas datilografadas apenas com notas pessoais para posterior referência, e algumas gravuras e fotos selecionadas. Há material suficiente para se produzir um livro orientado exclusivamente para violonistas (um projeto já em pauta), sendo virtualmente impossível esgotar o assunto em um único artigo.
Porém, não poderia me apoiar na linguagem técnica tão arduamente conquistada nem nas confortáveis formas pré-estabelecidas que determinam a redação de uma monografia voltada para a comunidade científica. O desafio está em resumir toda a pesquisa em termos que possam ser compreendidos por leigos, resultando em uma nova compreensão dos cuidados e conceitos envolvidos para a preservação da saúde de suas unhas, e finalmente em um comportamento consciente e maduro que garanta as melhores condições para uma carreira longa e sem percalços.
Tenham sempre em mente que as unhas crescem muito lentamente, e que todo tratamento de doenças das unhas, portanto, será longo, podendo interferir seriamente com os compromissos, prazos e oportunidades tão arduamente conquistados por artistas que lutam por um lugar ao sol num mercado tão restrito e exigente quanto o da música instrumental – seja erudita ou não.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA DAS UNHAS

Matriz da unha: é uma fina e delicada camada de células que formam a unha, à semelhança de um bulbo capilar formador de pêlo ou cabelo. As células da matriz se dividem, migram para a raiz da unha e, lá, diferenciam-se, e produzem a queratina da unha. A constante adição de novas células e sua produção de queratina são responsáveis pelo crescimento da unha. Esta, à medida que vai crescendo, "desliza" sobre o leito ungueal.
Leito ungueal: é a parte do dedo que podemos visualizar através da transparência da unha, ao qual a unha é fortemente aderida e que é constituído por células epiteliais que são contínuas com as camadas superiores da pele, conhecidas como estrato basal e estrato espinhoso da epiderme.
Vale da unha: é o sulco formado entre as laterais da unha e a pele do dedo.
Corpo da unha: é a unha propriamente dita, ou a sua parte aderida através da qual por
transparência visualizamos o leito ungueal.
Raiz da unha: é a porção da unha que fica incluída ("escondida") sob uma dobra da pele. As células do leito ungueal situadas sob a raiz da unha constituem justamente outra definição da matriz da unha.
Lúnula: é a "meia-lua" com aspecto de crescente, de tom mais claro, que é totalmente visível nas unhas dos primeiros dedos (contados a partir do polegar) e que está totalmente coberta nas unhas dos quintos dedos. A lúnula é descrita como um reflexo da queratinização parcial das células nessa região.
Margem oculta: é a borda ou limite da unha onde se encontra a raiz.
Margem lateral: são as bordas ou limites laterais da unha, e que "mergulham" na pele do dedo, formando os vales das unhas. A margem lateral é fortemente aderida sob uma dobra de pele, à semelhança da raiz da unha.
Margem livre: é a borda ou limite externo da unha – a parte que costumamos lixar e polir segundo as diferenças anatômicas individuais e objetivos estéticos para a produção do som.
Perioníquio: é o espessamento da epiderme na margem lateral das unhas, especialmente na proximidade de sua margem livre.
Eponíquio: é a borda da dobra cutânea que recobre a raiz da unha – também conhecida como cutícula.
Hiponíquio: é o espessamento da epiderme que se une à borda livre da placa ungueal, sob sua superfície inferior, e que se nota facilmente na mão em que mantemos as unhas curtas para pressionar as cordas do violão na escala (ou "espelho" do instrumento), facilmente perceptível assim que as aparamos mais rentemente.

(Não é possivel postar imagens aqui, mas possuo uma versão em .pdf com elas).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3
Fig. 1 Unha, vista posterior. *Epônimo clínico: Cutícula = epiderme.
Fig. 2 Vista posterior da unha seccionada longitudinalmente para expor a metade esquerda da matriz da unha.
Fig. 3 Corpo da unha removido da matriz da unha, vista posterior.

(Fonte das imagens: SOBOTTA, ATLAS DE ANATOMIA HUMANA, vol. 1, 19ª ed., Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1993, p. 254).
CONSTITUIÇÃO DA UNHA

A unha é constituída essencialmente por escamas córneas compactas, fortemente aderidas umas às outras, formadas com uma substância protéica chamada queratina. (Às vezes encontramos o termo "ceratina" em algumas traduções. Embora seja uma tradução mais correta, que deriva da mesma palavra grega que originou "cinema" – dizemos "cinema" e não "quinema" - o uso consagrou a forma "queratina", principalmente para distingui-la do grupo das ceras).
Existem mais de vinte queratinas distintas no epitélio humano. Pelo menos oito outras queratinas, chamadas queratinas duras, são específicas dos cabelos e das unhas. São chamadas às vezes de -queratinas (alfa-queratinas), para diferenciá-las das queratinas encontradas nas penas das aves, que têm uma origem evolucionária diferente e cuja estrutura molecular é totalmente diferente, chamadas de β-queratinas (beta-queratinas).
Dependendo da seqüência de aminoácidos que formarem a molécula protéica das queratinas, podemos ainda classificá-las em dois tipos: tipo I – queratinas ácidas, e tipo II – queratinas neutras ou básicas. A estrutura molecular das queratinas é sempre na forma de um filamento simples – o que a diferencia estruturalmente das estruturas de colágeno – uma importante proteína presente em praticamente todos os tecidos do corpo humano, e cuja estrutura é semelhante à da molécula de DNA (porém com três filamentos ao invés de dois).
Constatamos pela experiência pessoal que a maioria dos violonistas brasileiros acredita que a unha seja feita de colágeno, existindo mesmo aqueles que – vítimas de uma mentalidade mágica – aderem a estranhas dietas, baseadas em alimentos "ricos em colágeno", para "fortalecer as unhas". Todo alimento protéico, durante o processo digestivo, é degradado em seus aminoácidos constituintes. Desta forma, se um indivíduo consumisse "colágeno puro", em hipótese alguma este "colágeno" permaneceria intacto ou seria assimilado como tal pelas unhas. Os aminoácidos da dieta poderão ser utilizados pelo organismo na síntese de novas moléculas de colágeno (entre outras), mas nunca prioritariamente para "fortalecer" as unhas. O organismo utilizaria o alimento segundo suas próprias necessidades e prioridades metabólicas, e dificilmente a síntese de unhas seria uma necessidade premente. Tudo o que ingerimos na dieta será "espalhado" pelo corpo todo – podendo ser encontrados vestígios nas unhas, fato que determina a importância dada ao estudo delas pela Medicina Legal. São famosos os casos de homicídio por envenenamento descobertos pelo estudo de resíduos toxicológicos nas unhas das vítimas.
A queratina é rica em enxofre (cerca de 14%), devido às ligações cruzadas do tipo ponte dissulfeto presentes nas extremidades de suas moléculas, as quais são responsáveis pela insolubilidade desta proteína. O enxofre é o composto químico responsável pelo cheiro característico que sentimos quando queimamos unhas ou cabelos. A queratina é, assim, a principal responsável pela impermeabilidade da pele. No entanto, a unha tem uma estrutura porosa, o que permite a natural e regular troca de umidade e gases com o meio ambiente. A unha pode, portanto, ficar hiper-hidratada e amolecida (quando em contato prolongado com a umidade), ou ressecada e quebradiça quando por um motivo qualquer sofrer desidratação (ou quando for coberta por uma película química impermeabilizante). Existem queratinas características de células epiteliais em atividade proliferativa - estas queratinas específicas são muito úteis para o diagnóstico de cânceres epiteliais (carcinomas).
Em todos os organismos vivos, a síntese das proteínas ocorre a partir de um grupo de vinte aminoácidos distintos, que são idênticos em todas as espécies. Para os seres humanos, oito destes aminoácidos (nove para o bebê) são essenciais: uma vez que não são sintetizados pelo organismo, devem ser obtidos através da alimentação. A má nutrição irá causar uma insuficiência na disponibilidade de aminoácidos, o que poderá ter sérias implicações na saúde do organismo, tais como severas deficiências na síntese das proteínas constituintes dos órgãos, produção insuficiente de hormônios, comprometimento grave do sistema imunológico, prejuízo do crescimento e desenvolvimento das crianças e jovens, e uma infinidade de outras complicações graves. A outra importante causa de deficiências na síntese protéica é a informação genética herdada dos pais: a incrível flexibilidade da coluna de acrobatas contorcionistas não se deve a um treinamento físico, e sim a uma doença genética conhecida genericamente como colagenose.
Além de fornecer os aminoácidos que constituirão as proteínas do corpo, a dieta também deve suprir o organismo com vitaminas, que são essenciais no metabolismo da síntese protéica. Por exemplo, a hidroxilação é uma atividade bioquímica importante para a formação de moléculas de colágeno. A importância da hidroxilação do colágeno torna-se evidente no escorbuto. Todos sabemos que o escorbuto é causado por uma deficiência dietética de ácido ascórbico (vitamina C). Os primatas e as cobaias perderam a capacidade de sintetizar ácido ascórbico, razão pela qual têm que adquiri-lo da dieta. Há uma maneira bastante prática para se entender e visualizar o processo: qualquer indivíduo com noções elementares de culinária sabe que se usa sumo de limão para evitar que frutas (maçã, banana, abacate) e verduras (alcachofra) escureçam por oxidação. O sumo do limão é, portanto, um antioxidante. O exemplo mais comum de oxidação é a ferrugem. Existe uma enzima importante na síntese do colágeno, chamada prolil hidroxilase. O ácido ascórbico é um agente redutor (antioxidante) muito eficaz – ele mantêm a prolil hidroxilase em uma forma ativa, provavelmente por manter seu átomo de ferro no estado ferroso, reduzido. O colágeno sintetizado na ausência de ácido ascórbico é insuficientemente hidroxilado e, portanto, tem uma menor temperatura de fusão. Esse colágeno anormal não pode formar fibras adequadamente, e isso causa as lesões cutâneas e a fragilidade de vasos sanguíneos, tão destacados no escorbuto.
A dieta adequada deve, desta forma, suprir não só os aminoácidos (proteínas) e vitaminas, mas também os chamados oligoelementos, como por exemplo os minerais já citados ferro e enxofre, além de cobre, zinco, magnésio e muitos outros.
Distinguimos assim as doenças genéticas, onde a seqüência correta das unidades estruturais básicas das proteínas – os aminoácidos – é modificada, alterando assim a conformação final (o arranjo tridimensional dos átomos da molécula) e a função das proteínas, como resultado de uma informação genética defeituosa, das doenças por dieta inadequada, onde o fornecimento dos aminoácidos, vitaminas e oligoelementos é insuficiente para o funcionamento correto do metabolismo das células, órgãos e tecidos do corpo.
Essenciais também para o nosso sistema imunológico, as proteínas formam uma classe especial de macromoléculas por serem capazes de reconhecer especificamente moléculas muito diversas e interagir com elas – esta propriedade das proteínas hoje é famosa devido às campanhas esclarecedoras sobre AIDS (ou SIDA – Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida). O repertório de vinte tipos de cadeias laterais (relacionadas com os vinte aminoácidos) permite que as proteínas se enovelem em estruturas distintas e formem superfícies e fendas complementares (tipo chave-fechadura). O poder de catálise das enzimas vem de sua capacidade de ligar substratos em orientações precisas e de estabilizar estados de transição na produção e na quebra de ligações químicas. Mudanças de conformação transmitidas entre locais distantes nas moléculas protéicas são a base da capacidade das proteínas de traduzir energia e informação.
Editado pela última vez por EduardoBernini em Seg 28 Jan 2008, 17:12, em um total de 1 vez.

EduardoBernini
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por EduardoBernini » Seg 28 Jan 2008, 17:05

Um Estudo sobre Unhas (2ª Parte)

UM ESTUDO SOBRE UNHAS



PELE E ANEXOS

A pele constitui o revestimento protetor do corpo, sendo também o seu maior órgão. Sua constituição especial evita o dessecamento do organismo, a perda excessiva da temperatura, a penetração de agentes patogênicos e protege contra os raios solares. Ao mesmo tempo aproveita essa ação dos raios solares para a produção de determinadas vitaminas, como a vitamina D.
Na pele, encontram-se alguns dos anexos como: pêlos, unhas, glândulas sebáceas, sudoríparas e mamárias, que desempenham funções específicas. Basicamente a pele apresenta duas camadas superpostas: epiderme (externa) e derme (interna). Dependendo da região anatômica, a espessura das camadas varia.
A epiderme é considerada como um exemplo típico de epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, e não só contém células implicadas na queratinização – os queratinócitos – como também outros tipos celulares que desempenham funções diversas. Os melanócitos sintetizam a melanina, as células de Langerhans estão relacionadas com a captação de antígenos e as células de Merckel com terminações nervosas.
Na derme estão localizadas terminações nervosas e os anexos. A pele, além do que foi acima mencionado, é um órgão que relaciona o organismo como um todo ao mundo exterior, por intermédio das terminações nervosas, sendo assim também um importante fator de interação social – outro detalhe da importância da saúde da pele. O profissional médico especializado nas doenças da pele é o Dermatologista.


ORIGEM EMBRIOLÓGICA DA UNHA

Assim como o pêlo, a unha é formada por uma invaginação de epiderme para a derme. Desta
forma, tem origem ectodérmica – uma origem "nobre", pois o Sistema Nervoso Central (entenda-se
cérebro e medula espinhal) também se origina de uma invaginação da ectoderme.


VELOCIDADE DE CRESCIMENTO DAS UNHAS


Em média, as unhas crescem por volta de 0,1mm (um décimo de milímetro) ao dia, sendo o crescimento mais rápido no verão do que no inverno, mais rápido nas unhas das mãos do que dos pés, e mais rápido na mão dominante (mais rápido na mão direito nos destros, mais rápido na mão esquerda nos canhotos).
As unhas individuais diferem ligeiramente nas velocidades de crescimento. Desta forma, em circunstâncias normais, as unhas dos dedos das mãos (quirodáctilos) levam cerca de cinco meses para crescer inteiramente, e as unhas dos dedos dos pés (artelhos ou pododáctilos) levam de 12 a 18 meses, razão pela qual as unhas dos dedos das mãos exigem ser cortadas mais freqüentemente.
A velocidade do crescimento das unhas é a razão pela qual o tratamento de suas doenças é tão demorado, o que resulta em pouca adesão do paciente ao tratamento, geralmente abandonado, o que cronifica (perpetua) as doenças das unhas.
Por isso é tão importante a compreensão da natureza e fisiologia das unhas por parte dos violonistas. Uma parada de cinco meses para tratar unhas doentes ou seriamente danificadas pode resultar no cancelamento de turnês, contratos de gravação, sociedades camerísticas (duos, trios, quartetos, etc.), a perda de um ano letivo por ausência em Música de Câmara ou abstinência da apresentação da suficiência do instrumento (peças e estudos) perante as Bancas Examinadoras das Faculdades de Música. Pode resultar mesmo na perda da obtenção da uma Bolsa de Estudos (graduação ou pós-graduação: Especialização, Mestrado, Doutorado) em território nacional ou no estrangeiro – frustrando desta maneira uma carreira internacional na sua fase mais crítica – justamente no começo.
As unhas variam no seu aspecto, forma, tamanho e resistência com a idade, não havendo diferenças no que diz respeito ao sexo. As unhas da criança são mais finas e menores, e com a idade tornam-se mais grossas.


O EXAME FÍSICO DAS UNHAS


Semiotecnicamente, as unhas devem ser inspecionadas e palpadas simplesmente pela compressão da borda livre. As alterações que deverão ser referidas propedeuticamente são:
a) cor e suas variações à compressão da borda livre;
b) forma;
c) resistência e espessura;
d) cutícula.
a) cor e variações: este é um estudo tão complexo que demandaria um espaço muito grande
para o texto necessário, além de exigir uma competência preliminar em outras matérias básicas do curso médico, devendo, portanto, ficar restrito aos estudantes e profissionais de medicina;
b) forma: igualmente complexa, mas podemos destacar as unhas em forma de "vidro de relógio" característica dos "dedos hipocráticos", que se caracterizam pelas últimas falanges dos dedos em forma aproximadamente esférica, descrita classicamente na literatura médica como "baqueta de tambor". Pode ter origem genética (congênita); ou decorrente de falhas da nutrição; ou em quadros cardíacos ou de câncer. A deformação oposta é a "unha em colher" ou coiloníquia, uma expressão de alteração metabólica em alguns casos de subnutrição global e em muitos tipos de anemia. O "sulco de Beau" é um sulco transversal, caminhando da raiz da unha até a borda livre, e as depressões puntiformes também podem ocorrer em afecções que comprometam a nutrição. Freqüentemente nestes casos também ocorrem estrias esbranquiçadas ou leuconíquia (manchas de um branco leitoso). Como a unha também cresce lateralmente e não apenas no sentido do comprimento, mais ou menos como um leque que se abre, o uso inadequado de unhas sintéticas por longos períodos pode impedir esta expansão lateral, causando uma invaginação da unha – ou seja, criando uma deformidade estrutural na forma de um ou mais sulcos, aumentando o risco de "encravamento". A deformação conseqüente a onicofagia ("comer unha" ou "roer unha") adquire diversas formas, e exprime a insegurança, o sentimento de inferioridade, a ansiedade excessiva, enfim, a angústia constante principalmente presente em crianças e nos jovens. A ausência de uma unha congênita (ou anoníquia) corresponde à falta de elementos genéticos da matriz ungueal.
c) resistência e espessura: a resistência e a espessura são variáveis com a idade, menores na infância e na velhice, e mais consistentes na idade adulta. As alterações da resistência e espessura são a paquiníquia (unha grossa), a escleroníquia (unha dura), a onicogripose (unha grossa e encurvada no sentido longitudinal), a onicorrexis (unha excessivamente frágil e mole), a helconíxia (destruição da unha deixando à vista o leito ungueal), a onicocauxis (deslocamento da unha a partir da matriz e por debaixo cresce nova unha que expulsa a antiga) e a coloníquia (adelgaçamento das unhas). Alguns violonistas acreditam que podem corrigir curvaturas indesejadas aplicando repetidamente uma certa pressão na borda livre da unha. A prática mostra que não se obterá o efeito desejado, podendo mesmo se criar deformidades pela manipulação obsessiva (tiques nervosos). O constante flexionamento da margem livre irá causar a fadiga da estrutura: do mesmo modo que um pedaço de arame (como um clipe de papel) que irá se romper se for repetidamente entortado no mesmo ponto, a unha se tornará frágil e propensa a se quebrar ou rasgar. Muitos acreditam que há vantagem em se colar reforços ou pequenas tiras de esparadrapo na margem livre da unha durante as longas horas de estudo. É uma ilusão: o tira-e-põe destes "reforços" irá arrancar camadas da estrutura escamosa da unha, tornando-a fina e quebradiça na parte que mais sofre com o atrito das cordas. Geralmente não se percebe esta perda de camadas até que o dano seja extenso. O mesmo se dá quando se utilizam esmaltes com reforço de fibras: estes produtos cosméticos não foram desenvolvidos para o uso que o violonista faz - técnicas de rasgueado raspam o esmalte, o músico passa mais um pouco do produto, o resultado é sempre uma maçaroca de camadas diferentes – e o músico acaba por arrancar mecanicamente o esmalte todo ou recorrendo a solventes como a acetona, que fragiliza e amolece as unhas. Então o desespero faz com que se apele para fortalecedores de unha tipo "casco de cavalo": o formaldeído (cancerígeno) e os álcoois destes produtos realmente enrijece as unhas, porém causam severa desidratação (daí a necessidade de glicerinas nas fórmulas) e a excessiva rigidez aumenta o risco de quebras ou rasgos. A unha traumatizada, mais fina, é muito mais suscetível a todos os tipos de doenças, desde infecções (fungos, bactérias, etc.) até o descolamento do leito ungueal ou um rasgo com hemorragia. Note-se que a definição clínica de onicólise (destruição da unha) é justamente o descolamento da placa ungueal de seu leito. Intérpretes de certos estilos musicais, como o "blues", estão sujeitos a este tipo de traumatismo por forçarem demais um "bend" (técnica de esticar uma corda com a ponta do dedo, alterando a altura da nota digitada – tipicamente na chamada "blue note"). Neste caso, deve-se imediatamente manter a unha pressionada contra o leito, com o uso de um curativo tipo bandeide – obviamente sem permitir que o adesivo entre em contato com a unha, não só para evitar a descamação, mas também para não arrancar de novo a unha de seu leito. Recomenda-se uma consulta o quanto antes com um médico, para evitar que a unha deixe de aderir ao leito – um quadro que pode se tornar irreversível. Geralmente, as alterações de resistência e espessura são dependentes dos processos inflamatórios de diversas etiologias: micoses, infecções purulentas por diversas bactérias, sífilis, etc.
d) cutícula: a cutícula normal é um prolongamento da pele da extremidade dos dedos, de espessura mais fina, e aderente à borda proximal da unha, tendo função protetora desta última. É ricamente vascularizada, e pela diminuição da espessura é mais sensível à dor. A cutícula pode se inflamar, constituindo, pela infecção estreptocócica, o panarício ungueal, que poderá ser parcial ou total. Outras infecções comuns são as micóticas por epidermofíceas, muito comuns em lavradores e domésticas, principalmente pela umidade quase permanente, constituindo o "habitat" preferido para as epidermofíceas se desenvolverem.

É MUITO IMPORTANTE SALIENTAR QUE TODOS OS SINAIS DESCRITOS, CADA UM ISOLADAMENTE, POR SI SÓ, NÃO DETERMINAM O DIAGNÓSTICO DA AFECÇÃO (DOENÇA) EM CAUSA. SOMENTE O MÉDICO TEM A QUALIFICAÇÃO TÉCNICA E LEGAL NECESSÁRIA PARA EXAMINAR O QUADRO COMO UM TODO, FAZER O DIAGNÓSTICO E PRESCREVER O TRATAMENTO ADEQUADO.
Um outro aspecto muito importante a se considerar é o uso de colas instantâneas (tipo "super- bonder"). Seu uso ocasional em unhas trincadas ou rachadas, mesmo em casos de extrema necessidade (alguns minutos antes de uma apresentação, por exemplo), representa um risco elevado. Qualquer um pode entender que um ponto rígido em uma estrutura flexível sujeita a esforços é um ponto com imensa probabilidade de fratura. Imaginem a cena: o músico no palco (solando ou integrando um grupo de música de câmara), totalmente confiante na resistência da cola, sofrendo uma quebra da unha justamente onde foi colada (ou bem próximo ao "remendo"). Então será tarde demais, e o momento emocionalmente traumático dificilmente será esquecido... Os adesivos instantâneos são extremamente tóxicos, podendo causar inclusive reações alérgicas. A intensidade destas reações alérgicas pode causar a perda da unha, ou mesmo quadros clínicos muito sérios.



CONCLUSÃO


Não há soluções milagrosas. A qualidade essencial das unhas é determinada geneticamente, e não irá se alterar significativamente por nenhum processo artificial. Para se manter as unhas saudáveis, devemos seguir certos princípios gerais de boa saúde:

.Dieta variada (alimentar-se corretamente, evitando os excessos e vícios)
.Procurar abster-se do uso de drogas ilegais e de quaisquer substâncias prejudiciais à saúde (álcool, café, chá preto, fumo, etc.)
.Equilíbrio entre as atividades de trabalho e lazer
.Dormir somente o que for necessário, desenvolvendo bons hábitos de sono regular (procurar recolher-se e despertar sempre nos mesmos horários)
.Cuidados com a higiene devem ser incentivados e mantidos
.Observar uma correta postura física em todas as atividades e conhecer os princípios ergonométricos envolvidos em cada atividade específica
.Devido a uma enorme variedade de elementos a serem considerados para cada indivíduo,
procurar conselho médico sempre que necessário
.Manter as unhas no menor comprimento possível para evitar traumatismos
.Evitar o uso abusivo de todos os tipos de produtos químicos (ou a manipulação dos mesmos sem proteção adeqüada, como luvas de trabalho)
.Toda medicação, ainda que de uso externo, ou mesmo o uso de vitaminas, deverá ter
aconselhamento médico prévio
.Acidentes acontecem: sempre tenha cuidado!


A arte musical não está nas suas unhas, e sim no seu coração – adapte a técnica para o tipo de unhas que você tem.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Vários autores. STEDMAN DICIONÁRIO MÉDICO, ilustrado, traduzido sob a coordenação de Sérgio Augusto Teixeira, editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1979.
RAMOS JR., J. SEMIOTÉCNICA DA OBSERVAÇÃO CLÍNICA, reimpressão da 7a. edição, Sarvier Editora de Livros Médicos Ltda., São Paulo, 1995.
Vários autores. CLÍNICA MÉDICA – PROPEDÊUTICA E FISIOPATOLOGIA, editoria de Marcello
MARCONDES, Duílio Ramos SUSTOVICH e Oswaldo Luiz RAMOS. 3a. edição, Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1988.
GARDNER, E., GRAY, D. J., O'RAHILLY, R. ANATOMIA – ESTUDO REGIONAL DO CORPO HUMANO, traduzido sob a supervisão de Rogério Benevento, 4a. edição, Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1988.
ROSS, M. H., REITH, E. J., ROMRELL, L. J. HISTOLOGIA: TEXTO E ATLAS, com ilustrações de Lydia V. Kibiuk, tradução supervisionada pelo Prof. Gerson Cotta-Pereira, 2a. edição, editora Panamericana, São Paulo, 1993.
DU VIVIER, A. ATLAS DE DERMATOLOGIA CLÍNICA, 2a. edição, 1a. edição brasileira, editora Manole Ltda., São Paulo, 1995.
GRAY, H. ANATOMY, DESCRIPTIVE AND SURGICAL, 48a. impressão da edição de 1974, fac-símile da edição de 1901, editora Running Press, Philadelphia, Pennsylvania, 1.257 páginas.
JUNQUEIRA, L. C., CARNEIRO, J., HISTOLOGIA BÁSICA, 7a. edição, editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1990.
GENESER, F., ATLAS DE HISTOLOGIA, tradução por Manuel de Jesus Simões ...et al., 1a. edição, Editora Médica Panamericana, São Paulo, 1987.
ALBERTS, B., BRAY, D., LEWIS, J., RAFF, M., ROBERTS, K., WATSON, J. D., MOLECULAR BIOLOGY OF THE CELL, 2a. impressão da 3a. edição, editora Garland Publishing Inc., New York & London, 1994.
DAVIS, P. W., SOLOMON, E. P., BERG, L. R., THE WORLD OF BIOLOGY, 4a. edição, editora Saunders College Publishing, Philadelphia / Ft. Worth / Chicago / San Francisco / Montreal / Toronto / London / Sydney / Tokyo, 1990.
STRYER, L., BIOQUÍMICA, tradução de João Paulo de Campos, Luiz Francisco Macedo e Paulo Armando Motta, 3a. edição, editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1992.
MURRAY, R. K., GRANNER, D. K., MAYES, P. A., RODWELL, V. W., HARPER: BIOQUÍMICA, tradução e coordenação de Tomoko Higuchi e tradução de Ezequiel Weisbich, Jaime F. Leyton e Vilma Leyton, 7a. edição, ATHENEU EDITORA SÃO PAULO LTDA., São Paulo, 1994.
ZANINI, A. C., OGA, S., FARMACOLOGIA APLICADA, 5a. edição, ATHENEU EDITORA SÃO PAULO LTDA., São Paulo, 1994.
NEVES, D. P., DE MELO, A. L., GENARO, O., LINARDI, P. M., PARASITOLOGIA HUMANA, 9a. edição, Editora Atheneu, São Paulo, 1995.
TRABULSI, L. R., MICROBIOLOGIA, 2a. edição, LIVRARIA ATHENEU EDITORA, Rio de Janeiro e São Paulo, 1991.
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LESER, W., BARBOSA, V., BARUZZI, R. G., RIBEIRO, M., FRANCO, J. L., ELEMENTOS DE EPIDEMIOLOGIA GERAL, 1a. edição, editora LIVRARIA ATHENEU, Rio de Janeiro e São Paulo, 1988.
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TÄHKÄ, V., O RELACIONAMENTO MÉDICO-PACIENTE, tradução de José Octavio de Aguiar Abreu, Editora Artes Médicas Sul Ltda., Porto Alegre, 1988.
JEAMMET, P., REYNAUD, M., CONSOLI, S., MANUAL DE PSICOLOGIA MÉDICA, traduzido sob a supervisão de Sonia Regina Pacheco Alves, editora Masson/Atheneu/Durban (editora Durban Ltda.), São Paulo, sem data.
MANUAL MERCK DE MEDICINA, 16a. edição, editora Roca Ltda., São Paulo, 1995.
SOBOTTA, J., ATLAS DE ANATOMIA HUMANA, 18a. e 19a. Edição Atualizada, Volume 1 – Cabeça, Pescoço, Membros Superiores, Pele – traduzido por Hélcio Werneck, M.D., Ph.D., editora Guanabara Koogan S. A., Rio de Janeiro, 1993.

Mozart Dionísio Lisboa
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Sex 01 Fev 2008, 06:00

Olá, Eduardo!
Gostei muito do texto. Parabéns! É um ótimo trablho(olha que é um estudo!). Agradeço-te por disponibilizar este grandioso material.
Analiisando, pintaram dúvidas ao ler o texto. Poderia esclarecê-las, ou até mesmo, outras pessoas do fórum:
1) Qual é o problema em roer unhas?(sei que é uma mania muito feia, mas infelizmente eu tenho essa mania!)
2) Qual o problema com o café e manutenção das unhas? No que ele interfere na saúde das unhas?

EduardoBernini escreveu:(Não é possivel postar imagens aqui, mas possuo uma versão em .pdf com elas).

Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3
Fig. 1 Unha, vista posterior. *Epônimo clínico: Cutícula = epiderme.
Fig. 2 Vista posterior da unha seccionada longitudinalmente para expor a metade esquerda da matriz da unha.
Fig. 3 Corpo da unha removido da matriz da unha, vista posterior.

(Fonte das imagens: SOBOTTA, ATLAS DE ANATOMIA HUMANA, vol. 1, 19ª ed., Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 1993, p. 254).
Poderia enviá-las a mim por e-mail? Ficaria muito agradecido.
Se for possível, poderia enviar-me o doccumento neste formato(PDF) para meu e-mail.
Mais uma vez, grato a sua atenção.

EduardoBernini
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por EduardoBernini » Sex 01 Fev 2008, 15:16

Olá Mozart!

Estou enviando o material solicitado ao seu e-mail!

Quanto às suas dúvidas:

1) O problema de roer unhas: em princípio, é pelo dano físico que faz às mesmas! Em casos realmente crônicos (e meu irmão mais novo, um excelente contrabaixista, teve este problema), pode-se roer as unhas até que sobre apenas um pequeno "toquinho", ou seja, vai-se roendo as unhas muito além apenas das pontas, e por todo o leito basal (a parte transaparente da unha que se apóia na carne). E, claro, o ato de roer as unhas é patognomônico (diagnóstico) de um estado alterado emocional - ansiedade crônica, às vezes, auto-crítica exacerbada, podendo eventualmente ser um tipo de auto-flagelação. Sempre merece a atenção dos profissionais da área de saúde mental (psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas). É preciso investigar as causas deste mau hábito, ele pode ser sintoma de um mal-estar emocional mais profundo.

2) O café pode não ser percebido como tal por quem já o usa cronicamente, mas é extremamente prejudicial à saúde como um todo. Afeta diretamente a pressão arterial e, portanto, a perfusão do sangue, alterando a nutrição da matriz ungueal. Sem falar no aspecto do stress - altera o ciclo circadiano e o sono, e o conseqüente desgaste também afeta a absorção de micronutrientes e vitaminas, afetando diretamente a qualidade do material sintetizado nas unhas. Quem sofre de hipertensão arterial, diabetes, etc. não deve usar café em hipótese nenhuma! (Pergunte a qualquer médico!). O fumo é igualmente prejudicial à saúde das unhas (sem falar na saúde como um todo). Para ajudar: o chá preto e o chá mate são tão prejudiciais quanto o café!

Pode parecer radical à primeira vista, mas todos os que mudaram o hábito relataram melhora no bem-estar e na saúde como um todo, e verificaram, após alguns meses, que as unhas se tornam mais fortes, brilhantes e resistentes!

Dúvidas sanadas? É um prazer poder ajudar!

Um forte abraço! :guitare:

Mozart Dionísio Lisboa
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Sáb 02 Fev 2008, 19:04

EduardoBernini escreveu:Olá Mozart!

Estou enviando o material solicitado ao seu e-mail!

Quanto às suas dúvidas:

1) O problema de roer unhas: em princípio, é pelo dano físico que faz às mesmas! Em casos realmente crônicos (e meu irmão mais novo, um excelente contrabaixista, teve este problema), pode-se roer as unhas até que sobre apenas um pequeno "toquinho", ou seja, vai-se roendo as unhas muito além apenas das pontas, e por todo o leito basal (a parte transaparente da unha que se apóia na carne). E, claro, o ato de roer as unhas é patognomônico (diagnóstico) de um estado alterado emocional - ansiedade crônica, às vezes, auto-crítica exacerbada, podendo eventualmente ser um tipo de auto-flagelação. Sempre merece a atenção dos profissionais da área de saúde mental (psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas). É preciso investigar as causas deste mau hábito, ele pode ser sintoma de um mal-estar emocional mais profundo.

2) O café pode não ser percebido como tal por quem já o usa cronicamente, mas é extremamente prejudicial à saúde como um todo. Afeta diretamente a pressão arterial e, portanto, a perfusão do sangue, alterando a nutrição da matriz ungueal. Sem falar no aspecto do stress - altera o ciclo circadiano e o sono, e o conseqüente desgaste também afeta a absorção de micronutrientes e vitaminas, afetando diretamente a qualidade do material sintetizado nas unhas. Quem sofre de hipertensão arterial, diabetes, etc. não deve usar café em hipótese nenhuma! (Pergunte a qualquer médico!). O fumo é igualmente prejudicial à saúde das unhas (sem falar na saúde como um todo). Para ajudar: o chá preto e o chá mate são tão prejudiciais quanto o café!

Pode parecer radical à primeira vista, mas todos os que mudaram o hábito relataram melhora no bem-estar e na saúde como um todo, e verificaram, após alguns meses, que as unhas se tornam mais fortes, brilhantes e resistentes!

Dúvidas sanadas? É um prazer poder ajudar!

Um forte abraço! :guitare:
Obrigado pelo esclarecimento e pelo material enviado ao e-mail, Eduardo.

Minha mania de roer unhas é bem antiga e me irrita muito. Vou tentar parar com isso.

Depois de ler sua resposta sobre o café, fiquei até com medo dessa bebida. Porém, café é muito gostoso e, se for consumido moderadamente, não irá surtir estes efeitos, correcto?
Todos os dias quando acordo, tomo café com leite. Isso faz muito mal?(mal imagino que já deve fazer).

Mais uma vez, agradeço pelos esclarecimentos. :merci: :applauso: :chitarrista: :bravo:

EduardoBernini
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por EduardoBernini » Sáb 02 Fev 2008, 19:16

Olá Mozart!

É sempre um prazer poder ajudar!

Quanto à roer unhas, é preciso lembrar (lamento!) o risco à saúde devido à pouca higiene do hábito: está a sujar as mãos sem perceber, em transportes públicos ou em qualquer atividade, e, inconscientemente, já leva à boca uma das partes mais facilmente infectas do corpo: justamente as unhas... Mesmo lavadas, ainda assim contém milhares de germes nocivos à saúde!

O café, ainda que moderadamente, sempre irá agravar o hábito de roer as unhas! E o leite não diminui em nada os efeitos do café (não deixa de ser café por estar no leite), além disso, "moderado" é sempre relativo! Para uma pessoa, meia xícara já pode lhe causar um problema sério (dependendo de sua sensibilidade individual), portanto o ideal é não consumir café!

Concordo que é gostoso! Eu mesmo adorava café e o tomava de todas as formas que um bom gourmet pode imaginar! Até que minha esposa - médica - demonstrou, com acompanhamento, o quanto DE FATO já estava prejudicando seriamente minha saúde. Num processo adaptativo, passei a gostar de cevada, que é um excelente substituto, sem os problemas da cafeína - principal princípio ativo mas não o único prejudicial no café. Hoje, ainda gosto do cheiro do café, mas nem mesmo o mais perfumado me desperta qualquer desejo de consumi-lo...

Quando você parar, terá dores de cabeça - um efeito da abstinência da cafeína - prova contundente de seu grau de intoxicação (vício). Depois de alguns dias, estas dores desaparecerão, e uma nova era (talvez sem roer as unhas) irá se iniciar em sua vida - vale o esforço, prometo!

Adorei os "smiles"!

Coragem, viu?

Um forte abraço, e sempre pode contar comigo! :guitare:

Mozart Dionísio Lisboa
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Dom 03 Fev 2008, 22:01

Olá, Eduardo!
É que eu achava que pela quantidade de café ser pequena(tomo mais leite com café do que café com leite mesmo!), não iria influênciar tanto.
Me disseram que o café ajuda a aumentar a concentração(o fumo também). Isso é verdadeiro?
Cortar o café com leite do meu café da manhã faria com que este perdesse o motivo de ser consumido! Aí até admito: estou viciado. Então o que beberia no café da manhã?

EduardoBernini escreveu:Pode parecer radical à primeira vista, mas todos os que mudaram o hábito relataram melhora no bem-estar e na saúde como um todo, e verificaram, após alguns meses, que as unhas se tornam mais fortes, brilhantes e resistentes!
Se eu fosse me preocupar com minhas unhas, continuaria a tomar café com leite por que toco violão sem unhas(como já até escrevi em algumas postagens minhas).
Estou a experimentar tocar com unhas e estou aqui me matando pra não roe-las. Odeio essa minha mania feia, mas não consigo mudar.

Mais uma vez, obrigado, Eduardo.

EduardoBernini
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por EduardoBernini » Dom 03 Fev 2008, 23:07

Olá Mozart!

Bem, realmente é falsa a noção de que o café ou o fumo auxiliam na concentração. Talvez esta lenda se deva ao fato de que o usuário experimente uma sensação de alívio ao satisfazer o vício.

Nem o café ou o fumo possuem vitaminas ou quaisquer qualidades realmente nutricionais. São apenas estimulantes tóxicos.

E pode tomar - se não cevada - chocolate quente no desjejum! E lógico, suco de frutas, sorvete, laticínios, frios - o desjejum é a principal refeição do dia! Pode fazer como os belgas, que de fato almoçam do desjejum! Se se alimentar realmente bem no desjejum, verificará que irá comer bem menos durante o resto do dia!

E então! Mesmo que não se preocupe assim com as unhas (independentemente de estar a experimentar uma técnica nova), parar com o café vai ajudar a parar de roer as unhas! Sei que é difícil, e sei também que você pode mudar sim!

Disponha sempre, caro amigo! :guitare:

Mozart Dionísio Lisboa
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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Seg 04 Fev 2008, 02:14

Olá, Eduardo!
Obrigado pelas explicações! Estou devendo-lhe esta.

vitor94

Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por vitor94 » Ter 12 Fev 2008, 20:41

Obrigado cara
me ajudou muito
abs

Léo Beschizza

Como cuidar das unhas

Mensagem por Léo Beschizza » Qui 15 Mai 2008, 15:45

Olá Eduardo
Parabéns pela sua dedicação à esses estudos sobre as unhas.
Gostaria de colocar algumas observações, toco com unhas longas e prá minha sorte elas são fortes e saudáveis, não se quebram nunca e são bastante espessas também. Só as corto na fase da Lua Nova, isso pode ser apenas uma superstição, mas não questiono esse detalhe, pois não me encomodo com isso, e tem me dado bons resultados.
Porém o que me chama a atenção é a questão do café. Tomo o café regularmente e não consigo relacioná-lo como uma bebida "tóxica" como você coloca, e também tenho visto várias reportagens onde o café ajuda na concentração e no desenvolvimento mental das crianças, portanto sendo recomendado a sua utilização diária.
Então fica aí uma pergunta no ar, café é bom ou ruim ?
Um grande abraço a todos.

rodrigo bueno

Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por rodrigo bueno » Seg 09 Jun 2008, 20:55

e ae galera eu queria saber qual o tamanho ideal das unhas curtas, medias , longas valeu t+

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Re: Como cuidar das unhas

Mensagem por Mozart Dionísio Lisboa » Dom 15 Jun 2008, 04:00

rodrigo bueno escreveu:e ae galera eu queria saber qual o tamanho ideal das unhas curtas, medias , longas valeu t+
Olá, Rodrigo! Tudo certo?
Seja bem-vindo! Este é um centro de ajuda mútua para quem toca a arte do violão erudito. Aqui temos partituras (dispostas em diferentes grupos que são as biliotecas de partituras, conforme aparece logo no índice do fórum ou página principal), gravações de áudio e vídeo.
A medida que seu número de mensagens for aumentando, cadastre-se nos grupos de 2, 20, 40 e 60 mensagens. O cadastro lhe dará acessos a mais recursos do fórum. Assim:
-> Registo no grupo de 2 mensagens: direito ao acesso das gravações/ficheiros áudio e vídeo, arranjos e composições dos membros e a biblioteca de parituras níveis 1 a 4.
-> Registo no grupo de 20 mensagens: direito de acesso às partituras níveis 5 a 7.
-> Registo no grupo de 40 mensagens: direito as obras primas de repertório 1, que são as partituras níveis 8 a 10.
-> Registo no grupo de 60 mensagens: direito as obras primas de repertório 2, que são as parituras níveis 11 e 12.

Poderá fazer seu registo nos grupos somente quando seu número de mensagens alcançar o condizente. Por exemplo, se você postou 20 mensagens não repetidas e com conteúdo (o conteúdo que falo são mensagens que condizem com o objectivo do fórum) estará apto a registar-se nos grupos de 2 e 20 mensagens. O registo demora uns 2 a 3 dias para ser liberado, por tanto, seja paciente. Poderá fazer seu registo em cada grupo clicando aqui
Para uma boa utilização do forum, deverá conhecer as regras pelas quais todos nos regemos em:
viewtopic.php?f=29&t=3

Antes de colocar qualquer questão no fórum, seria uma boa ideia usar o motor de pesquisa no cimo da página.
Muitos tópicos foram já tratados aqui no fórum e pode ser que assim encontre respostas mais rapidamente.

É uma boa ideia ler com atenção o tópico que trata sobre os direitos autorais, assunto que tratamos aqui com muita atenção:
viewtopic.php?t=990

Recomendo que coloques uma mensagem para te apresentares a todos no tópico Deixe aqui sua primeira mensagem
rodrigo bueno escreveu:(...)t+
Bom, não é querendo ser chato, mas são regras aqui do fórum evitar escrever usando siglas de internet, IsKrEvÊ aXiM ( :lol: ) e etc... Estas coisa constam nas regras de comportamento.

Fique à vontade! Vejo-te por aí nas discussões!
Até!

Léo Beschizza

Como cuidar das unhas

Mensagem por Léo Beschizza » Dom 15 Jun 2008, 04:19

Olá Rodrigo
Então, essa questão do tamanho da unha é muito relativo, alguns gostam da unha grande mas outros não.
Eu por exemplo gosto de tocar com as unhas grandes, sobrepassando cerca de 2 a 3 mm da polpa do dedo.
Assim me sinto mais seguro e confortável para executar os arpejos com a mão direita.
Um abraço a todos.