Tárrega

srv_ray
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Mensagem por srv_ray » Qui 05 Out 2006, 03:03

Um de meus preferidos!!!!
bela biografia

Giuliani
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Mensagem por Giuliani » Sex 06 Out 2006, 21:26

Será que alguém sabe de algum link para ouvir o cara?

eduardo_lyvio
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Mensagem por eduardo_lyvio » Seg 09 Out 2006, 22:10

ipgvmusica escreveu:tenho urgencia em adquirir a partitura de capricho arabe de f. tarrega agradeço quem tiver me responda obrigado

aí vai o link:

http://patrick.navarro.free.fr/formations/solo.html

tah lah pelo fim da pagina...


teh mais... :D

leviolao
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Mensagem por leviolao » Sáb 14 Out 2006, 23:06

Simplesmente, O Cara!
Um gênio de marca maior.
Para mim o melhor violonista.

danielpese

Mensagem por danielpese » Dom 15 Out 2006, 03:31

No meu modo de ver Tarrega foi um grande experimentador dos recursos do violão,um pioneiro,

roger_1978

A VIDA E A OBRA DE FRANCISCO TÁRREGA

Mensagem por roger_1978 » Seg 16 Out 2006, 14:33

Francisco Tárrega y Eixa nasceu em Villareal, Espanha, no dia 21 novembro de 1852. Morreu no dia 15 de dezembro de 1909, em Barcelona.

Devido a um acidente, quando criança, perdeu parcialmente a visão. Seu pai, pensando que ele poderia ficar completamente cego fez com que freqüentasse aulas de música para que, caso o pior acontecesse, pudesse ganhar a vida tocando algum instrumento. Curiosamente, foram dois músicos cegos que o introduziram no mundo da música. Suas primeiras lições de violão foram com Manuel Gonzales e de teoria musical com o pianista e organista Eugenio Ruiz.

Viveu numa época de alto romantismo, com as óperas de Wagner, as óperas italianas, as músicas de Schumann, Chopin e Paganini. Estas obras eram de grande sonoridade, contrastando com a pouca sonoridade de seu instrumento.

Foi para Madri, matricula-se no Real Conservatório de Música y Declamación no ano de 1874, onde estuda solfejo, harmonia e piano, pois o violão era um instrumento de segundo plano. Lá conheceu Albéniz e Granados. Foi seu próprio professor que, vendo seu desempenho ao violão, o aconselhou a abandonar a carreira de pianista e se dedicar exclusivamente ao seu instrumento preferido.

No ano de 1875 começa a apresentar-se em pequenos círculos até que em 1880 realiza um recital de grande repercussão no teatro Alhambra, iniciando assim sua carreira como violonista. Apresenta-se pôr toda a Espanha e no exterior, principalmente Londres e Paris.

Nesta época intensifica seu trabalho sobre novas transcrições e composições originais e estabeleceu-se em Barcelona, onde compôs a maioria de suas obras mais famosas.

Os violonistas profissionais seus contemporâneos tocavam, usualmente, apenas suas próprias composições. Tárrega transcreveu trabalhos de Schumann, Chopin, Beethoven, Gottschalk, Bach e outros, como os solos de Albéniz e Granados. Albéniz chegou a declarar que preferia as versões para violão de Tárrega às suas próprias versões originais para piano.

Além das inovações na técnica do violão, a sua importância se deve, também, a essas transcrições, expandindo o repertório disponível para o instrumento.

Não satisfeito com o som que obtinha de seu violão, aos 50 anos, em 1902, começa a cortar suas unhas pouco a pouco até fazê-las desaparecer quase que totalmente, para obter o doce som que caracteriza sua escola.

Realizou umas 120 transcrições para o violão solo, e 21 para duos de violão. São 78 as suas próprias composições.

Tárrega não deixou nada escrito que possa descrever ou definir uma escola, apenas suas composições, em maioria “peças de caráter”, transcrições de obras clássicas e de seus contemporâneos e grande quantidade de exercícios técnicos de origem duvidosa.

A música de concerto tem muitos nomes consagrados que se transformaram em verdadeiros mitos, quer seja pôr suas vidas de caráter especial, polêmico, romântico, quer seja pôr sua enorme contribuição à Música. No violão mundial também há muitos nomes famosos, mas nenhum foi tão ligado à expressão romantizada do ser músico como foi Francisco Tárrega.

Sua vida foi povoada de aventuras e desventuras pessoais, mas também alcançou em vida o reconhecimento do valor de seu trabalho, dentro e fora de seu país.

É interessante notar que o jovem Tárrega não teve uma educação musical pôr demais rígida à maneira de grandes nomes de expressão de sua época. Sabe-se de seus estudos com o violonista popular Manuel Gonzáles e, mais tarde, aulas no Conservatório Real de Madri, entremeados pôr estudos de piano (com Eugenio Ruiz).

Pôr essa formação irregular é que se pode concluir que Tárrega buscou suas próprias formulações e que estas culminaram em sua Escola. Sua grande performance como musicista atraiu discípulos para sua Escola, e que mais tarde também se destacariam na história do violão, como Daniel Fortea, Maria Rita Brondi, Josefina Robledo, Miguel Llobet e Emilio Pujol. Assim, sua Escola se difundiu pôr muitos lugares, inclusive no Brasil, trazida pôr Josefina Robledo.

De sua Escola, a digitação das partituras, o toque com apoio, um maior uso do anelar e a postura corporal foram as proposições que mais causaram impacto na técnica violonística, dando mesmo um caráter novo ao violão, até então ainda ligado à guitarra clássica. Emilio Pujol em seu célebre método "Escuela Razonada de la Guitarra" apresentou estas inovações de Tárrega, conhecidas e estudadas até hoje.

Como um pesquisador nato que era, é dito que ele experimentou e utilizou o toque sem unhas à maneira de Aguado, sendo esta uma atitude estética, pois considerando a unha uma matéria morta, esta não poderia expressar os sentimentos mais profundos da alma.

Na composição, Tárrega também se destacou, pois sabia tirar do instrumento as melhores possibilidades. Seu repertório se configurou como um dos mais importantes da história do violão, sendo responsável, com seu lirismo e sentimentalismo que atingiam o público pôr muitos novos adeptos ao violão, a ponto de Tárrega ser visto como a experiência em comum entre a grande maioria dos violonistas até hoje.

Destacam-se entre suas peças: Capricho Árabe; Danza Mora; as Mazurkas; os Prelúdios; "Recuerdos de la Alhambra" - talvez a música para violão mais conhecida do público, e as transcrições de obras de Albeniz, Bach, Beethoven, Chopin, Mendelssohn, Mozart, Schubert e Schumann, lembrando que ele foi o primeiro a se utilizar deste recurso, muito seguido pôr Segovia, Pujol, Llobet e outros.

O nome de Francisco Tárrega estará para sempre ligado ao violão, tanto em termos técnicos quanto em musicais e, ainda, pelo perfeccionismo de suas pesquisas e à qualidade de suas performances, que sempre surpreenderam o público, possibilitando o engrandecimento do violão, retomado mais tarde pôr Segovia.

Um de seus principais discípulos, Emilio Pujol, escreveu uma suntuosa biografia que, apesar do estilo romanesco, é uma interessante fonte de pesquisa para quem quiser se aprofundar mais na vida e obra do mestre espanhol.

FernandoSor
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Re: A VIDA E A OBRA DE FRANCISCO TÁRREGA

Mensagem por FernandoSor » Seg 16 Out 2006, 21:03

roger_1978 escreveu: Como um pesquisador nato que era, é dito que ele experimentou e utilizou o toque sem unhas à maneira de Aguado, sendo esta uma atitude estética, pois considerando a unha uma matéria morta, esta não poderia expressar os sentimentos mais profundos da alma.
Tem erro aí. Talvez vc trocou Sor por Aguado.

O Sor tocava sem unhas, pois considerava que tinha melhor sonoridade.
O Aguada tocava com unha, porque facilitava a técnica.
Sor e Aguado foram grandes amigos e tocavam em duo, eventualmente. De tanto o Sor falar, o Aguado acabou convencido e aceitou cortar a unha do dedão. Então o Aguado tocava os baixos com o dedão sem unha, mas manteve as unhas nos demais dedos...

sds

Papin
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Localização: Cerqueira César

...

Mensagem por Papin » Ter 17 Out 2006, 12:07

Interessante...

AndreLacerda
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Mensagem por AndreLacerda » Ter 17 Out 2006, 13:23

É pena, mais pena mesmo ele nao ter deixado nenhum metodo, escrito por ele mesmo, tudo que agente encontra sao obras dos discipulos com uma foto dele.
Tarrega teve um papel muito importante na historia do violao erudito.
Que Deus o tenha!!!

estudioso7

Mensagem por estudioso7 » Dom 22 Out 2006, 23:04

realmente ele foi um dos poucos que conseguiu inovar. compor peças tao expresisavas.como simples notas da musica lagrima consegue transmitir tanta emocao ?esses genios xD

jay_jay

Mensagem por jay_jay » Sex 02 Mar 2007, 13:20

Não só as composições mas também seus arranjos são perfeitos. Para mim eles são os mais belos, Tarrega conseguia carregar as músicas de emoção. De músicas mais populares como La Paloma até Ave Maria.

Dimas Edson Ferreira
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Mensagem por Dimas Edson Ferreira » Seg 12 Mar 2007, 22:03

Os estudos em C e em Em são essênciais para a evolução da mão direita para qualquer iniciante

Dimas Edson Ferreira
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Mensagem por Dimas Edson Ferreira » Ter 13 Mar 2007, 21:42

Superou todas as dificuldades que um músico pode superar



Grande Tárrega

elionizio

Mensagem por elionizio » Qua 04 Abr 2007, 17:34

Admiro muito esse compositor!
adoro tocar capricho arabe!

adsonissi
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Tárrega

Mensagem por adsonissi » Ter 15 Mai 2007, 13:37

grande compositor...excelente biografia sempre